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Por que o Japão decidiu liberar petróleo antes mesmo da AIE? Entenda

Publicado 11/03/2026 • 21:08 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • A medida foi anunciada em Paris e envolve os 32 países membros da organização, sendo assim, objetivo é reduzir os impactos.
  • A instabilidade no fornecimento também afeta outros combustíveis.
  • Enquanto isso, os preços do petróleo seguem voláteis desde o início do conflito em 28 de fevereiro.
petróleo

Foto: Freepik

Por que o Japão decidiu liberar petróleo antes mesmo da AIE; entenda

A Agência Internacional de Energia (AIE) decidiu nesta quarta-feira (11), liberar 400 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas para conter os efeitos da guerra com o Irã no mercado global de energia.

A medida foi anunciada em Paris e envolve os 32 países membros da organização, sendo assim, o objetivo é reduzir os impactos da interrupção no fornecimento causada pela paralisação do tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

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De acordo com a CNBC, embora a decisão tenha sido conjunta, o Japão já havia sinalizado que iniciaria a liberação de petróleo de seus estoques nacionais possivelmente na próxima semana. A decisão antecipada reflete a forte dependência do país em relação ao petróleo do Oriente Médio.

Maior liberação de reservas de petróleo

A decisão da AIE representa a maior utilização de reservas emergenciais desde a criação da organização, em 1974.

O grupo surgiu justamente para coordenar respostas internacionais a crises energéticas após o embargo do petróleo durante o conflito árabe-israelense de 1973.

De acordo com o diretor executivo da agência, Fatih Birol, o cenário atual exige uma reação rápida para evitar impactos ainda maiores na economia global. Ele afirmou que o conflito no Oriente Médio já provoca forte instabilidade no mercado de energia.

Os países membros da organização mantêm atualmente mais de 1,2 bilhão de barris em reservas públicas de emergência. Além disso, cerca de 600 milhões de barris ficam armazenados em estoques industriais exigidos por governos.

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A AIE informou que os barris serão liberados de acordo com as necessidades de cada país, por isso, não há um cronograma único para a chegada do petróleo ao mercado.

Por que o Japão decidiu agir antes

O Japão foi um dos primeiros países a anunciar a liberação de petróleo. A primeira-ministra Sanae Takaichi afirmou que o governo considera a situação excepcional.

O motivo é a dependência energética do país, grande parte do petróleo consumido pelos japoneses vem do Oriente Médio, quando o fluxo da região é interrompido, o impacto para a economia japonesa tende a ser imediato.

Além disso, o Japão possui pouca produção interna de energia. Isso torna o país mais vulnerável a choques no fornecimento global.

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Diante desse cenário, o governo decidiu agir rapidamente para reduzir riscos de escassez e evitar aumento abrupto nos custos de energia.

Estreito de Ormuz paralisado

O principal fator de preocupação é o bloqueio do Estreito de Ormuz, a passagem marítima que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e funciona como uma das rotas mais importantes para o transporte de petróleo no mundo.

Atualmente, o tráfego de navios-tanque está praticamente paralisado, armadores evitam atravessar a região por medo de ataques durante o conflito.

Consultorias do setor energético apontam que o fechamento do estreito provocou a maior interrupção no fornecimento de petróleo já registrada.

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Mesmo com a liberação das reservas estratégicas, especialistas afirmam que será difícil compensar totalmente o volume que normalmente passa pela rota.

Impactos no mercado global de petróleo

A instabilidade no fornecimento também afeta outros combustíveis. De acordo com a AIE, refinarias da região começaram a reduzir operações. Isso pode comprometer a produção de diesel e querosene de aviação.

O mercado de gás natural liquefeito também enfrenta pressão, o fornecimento global caiu cerca de 20%, com isso, países asiáticos passaram a disputar cargas com a Europa.

Enquanto isso, os preços do petróleo seguem voláteis desde o início do conflito em 28 de fevereiro. O barril do Brent chegou perto de US$ 120, em média R$ 620, no começo da semana. Depois recuou para cerca de US$ 90, em torno de R$ 460.

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A expectativa do setor agora depende da retomada do tráfego no Estreito de Ormuz, sem isso, analistas avaliam que o mercado, especialmente o petróleo, continuará enfrentando instabilidade nas próximas semanas.

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