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Por que o petróleo voltou a subir com a crise entre EUA e Irã

Publicado 16/05/2026 • 07:30 | Atualizado há 47 minutos

KEY POINTS

  • O encarecimento do petróleo também impulsionou o transporte de carvão nos últimos meses.
  • As tarifas de frete marítimo para embarcações de médio porte registraram forte alta desde fevereiro.
  • O mercado reagiu principalmente ao impasse diplomático envolvendo Washington e Teerã.
petróleo

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O preço do petróleo voltou a subir forte na última segunda-feira (11), em meio ao agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã e ao aumento das preocupações sobre possíveis impactos na oferta mundial da commodity.

A valorização ocorreu após declarações do presidente americano Donald Trump sobre a fragilidade das negociações de cessar-fogo e diante de relatos de movimentações militares na região do Golfo Pérsico.

O petróleo WTI para junho negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em alta de 4,19% (US$ 4,11), a US$ 102,18 o barril.

Já o Brent para julho, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em alta de 3,42% (US$ 3,56), a US$ 107,77 o barril – na máxima do dia, chegou a US$ 108,45.

Crise no Oriente Médio amplia incertezas

O mercado reagiu principalmente ao impasse diplomático envolvendo Washington e Teerã. Trump afirmou que o cessar-fogo entre os dois países está “incrivelmente frágil” e criticou duramente a proposta enviada pelo governo iraniano para encerrar o conflito.

Segundo o presidente americano, o documento encaminhado pelo Irã não garante o abandono de armas nucleares, ponto considerado central para qualquer acordo. O governo iraniano rebateu as críticas e classificou a proposta como razoável.

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As declarações aumentaram o receio de uma nova escalada militar na região, considerada estratégica para o abastecimento mundial de petróleo.

Estreito de Ormuz volta ao centro das atenções

Outro fator que elevou a tensão no mercado foi a informação de que submarinos iranianos da classe Ghadir foram colocados em prontidão no Estreito de Ormuz.

A região é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo. Qualquer ameaça de interrupção no tráfego local costuma provocar forte reação nos preços internacionais da commodity.

Além disso, relatos de que os Estados Unidos avaliam retomar ações militares contra o Irã ampliaram o clima de cautela entre investidores e operadores do setor de energia.

Mercado teme interrupção na oferta

Analistas internacionais apontam que o petróleo continua extremamente sensível a qualquer sinal de instabilidade envolvendo o Oriente Médio.

O temor é de que um agravamento do conflito afete a produção ou o escoamento do petróleo na região do Golfo Pérsico.

Mesmo com a deterioração das negociações, parte do mercado ainda mantém expectativa de avanço diplomático. A possível reunião entre Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping, prevista para quinta-feira, é vista como uma chance de retomada das conversas.

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Alta do petróleo já pressiona energia e transporte

A disparada do petróleo começa a provocar reflexos em outros setores da economia. O aumento dos preços da commodity eleva os custos de combustíveis, energia e frete marítimo em diferentes mercados.

Nos Estados Unidos, Trump afirmou que pretende suspender temporariamente o imposto federal de US$ 0,18 por galão sobre a gasolina, numa tentativa de reduzir o impacto para consumidores.

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O encarecimento do petróleo também impulsionou o transporte de carvão nos últimos meses. As tarifas de frete marítimo para embarcações de médio porte registraram forte alta desde fevereiro.

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