CNBC

CNBCEUA não renovam acordo comercial trilateral com o Canadá e o México e abrem nova rodada de negociações

Mundo

‘Trump Accounts’ para crianças entra em vigor em 4 de julho; veja o que os pais precisam saber

Publicado 01/07/2026 • 13:48 | Atualizado há 58 minutos

KEY POINTS

  • O dia 4 de julho marca o lançamento oficial das Trump Accounts, uma nova modalidade de poupança e investimento para menores de 18 anos nos Estados Unidos.
  • Após a abertura da conta, crianças elegíveis receberão uma contribuição única de US$ 1.000 do governo federal, e as famílias poderão aportar até US$ 5.000 por ano.
  • Os recursos, em geral, não poderão ser sacados antes dos 18 anos, quando a conta será convertida em uma IRA tradicional.

Reprodução: X / @SophieLMartin

O lançamento do aplicativo ocorre pouco mais de um mês antes da estreia oficial das novas contas com diferimento fiscal, 4 de julho.

A Trump Accounts entram oficialmente em operação em 4 de julho. As novas contas de investimento com vantagens fiscais para crianças foram concebidas para a formação de patrimônio e a aposentadoria no longo prazo, e não para objetivos de curto prazo ou para custear a educação.

Embora alguns detalhes ainda dependam de regulamentação adicional, as contas funcionarão de forma semelhante a uma conta individual de aposentadoria (IRA), permitindo que os recursos cresçam com tributação diferida.

O que são as Trump Accounts?

Também conhecidas como contas 530A, as Trump Accounts foram criadas por meio da chamada “big beautiful bill”, proposta do presidente Donald Trump.

O programa prevê um depósito inicial único de US$ 1.000 feito pelo Departamento do Tesouro americano para bebês nascidos entre 2025 e 2028.

Como as contas funcionam?

As Trump Accounts podem receber contribuições de diversas fontes, incluindo familiares e empregadores, e os recursos serão investidos em fundos de ações dos Estados Unidos.

O Bank of New York Mellon administrará as contas iniciais, enquanto as famílias poderão acompanhar as movimentações por meio de um aplicativo desenvolvido em parceria com a Robinhood.

Leia também: Bessent diz que “Trump Accounts” buscam aproximar Wall Street da população

Quem pode participar?

Todas as crianças com até 18 anos são elegíveis.

Pais, responsáveis legais, irmãos maiores de idade ou avós podem abrir uma conta em nome da criança, desde que ela seja cidadã americana e possua um número de Seguro Social autorizado para trabalho. O prazo para adesão termina no ano anterior ao aniversário de 18 anos.

Quem recebe o depósito inicial?

Bebês nascidos entre 2025 e 2028 receberão automaticamente US$ 1.000 do Tesouro após a abertura da conta por um responsável.

Já crianças nascidas entre 2016 e 2024, que não têm direito ao benefício federal, poderão receber US$ 250 caso morem em regiões cuja renda mediana seja de até US$ 150 mil por ano. O valor virá de uma doação de US$ 6,25 bilhões anunciada pelo empresário Michael Dell e sua esposa, Susan.

Segundo a fundação da família Dell, cerca de 754 mil crianças na cidade de New York City se enquadram nos critérios para receber a doação privada.

Além disso, um número crescente de empresas prometeu complementar o depósito inicial de US$ 1.000 para os filhos de seus funcionários, enquanto filantropos e governos estaduais estudam contribuições adicionais.

Como abrir uma conta?

Pais e responsáveis podem abrir uma Trump Account preenchendo o formulário 4547 da Receita Federal americana (IRS) junto com a declaração de imposto de renda ou acessando o portal oficial do programa.

Depois disso, é necessário ativar a conta e acompanhar as movimentações por meio do aplicativo das Trump Accounts.

Como evitar golpes?

O Departamento do Tesouro informou que todas as comunicações oficiais serão feitas exclusivamente pelo e-mail no-reply@trumpaccounts.treasury.gov.

Segundo o órgão, telefonemas ou mensagens de texto relacionados às contas devem ser tratados como potenciais fraudes.

Leia também: Bilionários impulsionam contas Trump com doações nos EUA

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

Como financiar a conta?

A partir de 4 de julho, familiares poderão contribuir coletivamente com até US$ 5.000 por ano, utilizando recursos já tributados, até o ano anterior aos 18 anos do beneficiário. Esse limite será corrigido pela inflação a partir de 2028.

Empregadores também poderão aportar até US$ 2.500 anuais por funcionário, valor que faz parte do teto de US$ 5.000 e não será considerado renda tributável. Organizações beneficentes e governos locais ou estaduais poderão realizar contribuições adicionais que não entram nesse limite.

Quanto o dinheiro pode render?

O site oficial do programa estima que uma conta que receba apenas o depósito inicial de US$ 1.000 possa atingir cerca de US$ 6.000 aos 18 anos, US$ 15 mil aos 27 anos e US$ 243 mil aos 55 anos.

Caso a família contribua com o valor máximo de US$ 5.000 por ano, o patrimônio poderia alcançar US$ 271 mil aos 18 anos, US$ 742 mil aos 27 anos e até US$ 13 milhões aos 55 anos.

As projeções utilizam como referência o retorno histórico médio superior a 10% ao ano do S&P 500.

Especialistas, contudo, alertam que esses resultados dependem de décadas de contribuições máximas e de retornos elevados e contínuos do mercado. Simulações da empresa de pesquisas Morningstar apontam para retornos médios mais modestos, de 6,3% ao ano na próxima década.

Quando o dinheiro poderá ser sacado?

Em regra, os recursos não podem ser retirados antes dos 18 anos, salvo em situações específicas previstas pela Receita americana, como falecimento do titular ou correções de contribuições excedentes.

Após os 18 anos, passam a valer as regras tradicionais das IRAs. Saques antes dos 59 anos e meio normalmente estão sujeitos à tributação e a uma multa de 10%, embora existam exceções, como despesas com ensino superior ou compra da primeira casa.

Leia também: Anthropic: governo Trump remove restrições de exportação do Claude Fable 5 e do Mythos 5

As contas podem reduzir a desigualdade?

Defensores do programa argumentam que permitir que crianças de todas as classes sociais invistam no mercado acionário americano pode ampliar a formação de riqueza ao longo da vida.

“O retorno sobre o capital hoje é radicalmente maior do que o retorno sobre o trabalho, o que significa que a desigualdade patrimonial está aumentando”, afirmou Brad Gerstner, um dos apoiadores da iniciativa.

Segundo ele, as crianças deveriam participar da valorização de empresas como SpaceX e Alphabet.

Por outro lado, o Urban Institute alerta que famílias de baixa renda tendem a participar menos de programas desse tipo e a contribuir com valores menores, o que poderia ampliar as diferenças patrimoniais ao longo do tempo.

Como as Trump Accounts se comparam a outros instrumentos?

O Departamento do Tesouro informou que mais de 6 milhões de crianças já foram inscritas no programa até meados de junho.

Especialistas ressaltam, porém, que as Trump Accounts não substituem necessariamente outras alternativas de longo prazo, como os planos educacionais 529, as contas custodiais UGMA e UTMA ou as contas individuais de aposentadoria do tipo Roth para jovens que já possuem renda própria.

Para algumas famílias, o depósito inicial gratuito de US$ 1.000 já é motivo suficiente para aderir. Outra vantagem potencial é a possibilidade futura de converter os recursos para uma conta Roth IRA, acelerando a formação de patrimônio com crescimento isento de impostos no longo prazo.

Leia mais: Aplicativo Trump Accounts é lançado; veja como começar a usar

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.

MAIS EM Mundo