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Preço do petróleo dispara mais de 3% em meio ao impasse entre EUA e Irã; Israel amplia ofensiva no Líbano
Publicado 01/06/2026 • 07:20 | Atualizado há 8 minutos
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Publicado 01/06/2026 • 07:20 | Atualizado há 8 minutos
KEY POINTS
Os preços do petróleo voltaram a subir nesta segunda-feira, impulsionados pela intensificação dos conflitos no Oriente Médio. Enquanto Estados Unidos e Irã retomaram ataques aéreos, Israel ordenou que suas tropas avançassem mais profundamente no território libanês, aumentando o temor de que os confrontos com o grupo Hezbollah — apoiado por Teerã — coloquem em risco a frágil trégua entre Washington e Teerã.
O barril do Brent, referência internacional, avançou 3,5%, cotado a US$ 94,33 por volta das 10h10 em Londres (5h10 em Nova York). Já o WTI, referência norte-americana, subiu 4%, chegando a US$ 90,91.
Na semana passada, ambos os contratos registraram forte queda: 11,1% no Brent e 9,6% no WTI, o pior desempenho desde abril. Ainda assim, acumulam alta de cerca de 30% desde o início da guerra liderada por EUA e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro.
Leia também: Trump diz não ter pressa por acordo, e EUA e Irã seguem sem solução para a guerra
O avanço militar israelense ocorreu após negociações mediadas pelos EUA em Washington na última sexta-feira, que não conseguiram avançar. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu celebrou a captura do castelo de Beaufort, no sul do Líbano, classificando o movimento como uma “mudança decisiva” na ofensiva terrestre contra o Hezbollah. Autoridades europeias criticaram duramente a escalada.
Enquanto isso, o presidente norte-americano Donald Trump afirmou em rede social que o Irã “quer muito fechar um acordo”, garantindo que será positivo para Washington e seus aliados. “Relaxe, tudo vai dar certo no fim — sempre dá!”, escreveu no Truth Social.
Os comentários vieram após novos ataques aéreos entre EUA e Irã no fim de semana, com ambos os lados alegando ter atingido alvos militares próximos ao Estreito de Ormuz, rota estratégica que concentra cerca de 20% do tráfego global de petróleo.
As negociações para encerrar a guerra seguem travadas desde abril. Segundo o site Axios, Trump teria solicitado mudanças nos termos discutidos por seus enviados com autoridades iranianas, incluindo pontos relacionados ao programa nuclear. A informação não foi confirmada de forma independente.
Para Jorge León, chefe de análise geopolítica da Rystad Energy, os mercados ainda precificam a possibilidade de um acordo nas próximas semanas. Mas ele alerta: se as conversas fracassarem, o barril pode disparar para US$ 180 até agosto, cenário que levaria a uma recessão global severa, especialmente na Europa e na Ásia emergente.
Por outro lado, caso Washington e Teerã cheguem a um entendimento abrangente, incluindo a questão nuclear e a reabertura do Estreito de Ormuz, os preços poderiam recuar rapidamente para cerca de US$ 70 até o fim do ano.
Leia também: Irã diz não confiar nos EUA enquanto Trump endurece termos
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Seguir no GoogleO Goldman Sachs avalia que os riscos para suas projeções de preço no quarto trimestre de 2026 — US$ 90 para o Brent e US$ 83 para o WTI — permanecem “equilibrados”. O banco alerta que interrupções persistentes na oferta do Oriente Médio podem pressionar os preços para cima, mas a demanda fraca representa risco de queda.
Dados recentes de vendas de petróleo no varejo em abril, vindos da China e da Europa Ocidental, sugerem uma redução de cerca de 2 milhões de barris por dia em relação às expectativas já modestas de consumo.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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