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Exportações brasileiras para a União Europeia crescem 26% e reforçam estratégia de diversificação comercial
Publicado 23/07/2026 • 10:30 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 23/07/2026 • 10:30 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: Unsplash
As exportações brasileiras para a União Europeia cresceram 26% nos dois primeiros meses de vigência provisória do acordo entre Mercosul e bloco europeu, movimento que fortalece a estratégia do Brasil de diversificar mercados diante das incertezas comerciais envolvendo os Estados Unidos.
Para o economista e doutor em Relações Internacionais Igor Lucena, embora o avanço não possa ser atribuído exclusivamente ao acordo, ele já reflete os primeiros efeitos da aproximação comercial entre os blocos. “É preciso considerar que tanto o Brasil quanto a União Europeia estão buscando diversificar suas relações comerciais em meio às dificuldades enfrentadas com os Estados Unidos”, afirmou.
Segundo Lucena, o tratado está em fase inicial de implementação e a eliminação das tarifas ocorrerá de forma gradual. Ainda assim, setores em que o Brasil possui maior competitividade, como frutas e parte do agronegócio, já começam a sentir os benefícios da abertura do mercado europeu. “O que estamos vendo é exatamente o que já era esperado: um aumento gradual da relação comercial entre Brasil e União Europeia”, explicou.
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Além da abertura do mercado europeu, Igor acredita que o próprio Mercosul tende a ganhar força nos próximos anos, com a consolidação da entrada da Bolívia e uma possível reintegração da Venezuela. Do lado europeu, a expectativa é de expansão do bloco com a adesão de países dos Bálcãs.
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Siga o Times | CNBC“Quando olhamos os dois lados do Atlântico, vemos um cenário bastante positivo. Quanto maior a integração dos blocos, maior será o número de mercados acessíveis aos produtos brasileiros”, afirmou.
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Segundo o economista, o avanço das negociações entre Mercosul e União Europeia também foi impulsionado pela política comercial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Esse acordo dificilmente teria saído do papel sem o impacto das tarifas impostas por Donald Trump. A pressão sobre a União Europeia acabou acelerando as negociações”, pontuou.
Sobre a possibilidade de o acordo estimular exportações brasileiras de maior valor agregado, Lucena avalia que essa transformação deve ocorrer no médio prazo. Segundo ele, o Brasil ainda precisa ampliar investimentos para aumentar capacidade industrial.
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