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Presidente do Irã defende acordo com EUA como ‘melhor saída’ para impasse da guerra
Publicado 23/08/2026 • 11:34 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 23/08/2026 • 11:34 | Atualizado há 2 meses
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O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian.
Reprodução/Tasnim News Agency
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, defendeu neste domingo (23) o memorando de entendimento com os Estados Unidos como a melhor saída disponível para tentar superar o impasse da guerra. Segundo ele, integrantes do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano avaliam que o documento representa o “melhor acordo possível”.
Em discurso publicado pela agência estatal Irna, Pezeshkian afirmou que a avaliação leva em conta o que chamou de “dignidade, sabedoria e interesse nacional” do Irã e rejeitou a interpretação de que o entendimento representaria uma rendição de Teerã.
“Não há uma única cláusula neste acordo que equivalha à capitulação”, afirmou o presidente iraniano. “O líder supremo define as políticas, e nós seguiremos esse caminho.”
O Memorando de Entendimento foi assinado em junho pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e estabeleceu um prazo de 60 dias para encerrar a guerra com o Irã e alcançar um entendimento sobre o programa nuclear iraniano.
O prazo terminou na semana passada, mas os dois países continuam distantes de um acordo. Um dos principais pontos de divergência é a reabertura do Estreito de Hormuz, passagem estratégica para o transporte marítimo global.
Apesar de afirmar que Teerã não pretende recuar diante dos adversários, Pezeshkian relacionou diretamente a redução das tensões às perspectivas econômicas do país. Segundo ele, o atual cenário de risco dificulta a entrada de investimentos no Irã.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBC“Capital e dinheiro são extremamente sensíveis ao risco”, disse. “Precisamos remover esse risco do país.”
Quase seis meses depois do início da guerra com Estados Unidos e Israel, a economia iraniana enfrenta os efeitos das sanções e do bloqueio naval.
Ao mesmo tempo em que Pezeshkian defende o memorando, o novo chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Mohsen Rezaei, adotou um tom mais duro e alertou países vizinhos contra uma eventual adesão à pressão econômica liderada pelos Estados Unidos.
“Se Trump quiser fazer alguma coisa, retaliaremos de forma devastadora”, afirmou Rezaei em entrevista à emissora estatal exibida no sábado (22).
Nomeado neste mês em meio a uma série de mudanças de alto escalão vistas como um endurecimento da postura política e militar de Teerã, Rezaei afirmou que o Irã poderia atacar rotas usadas para transportar petróleo para fora do Golfo Pérsico e que funcionam como alternativas ao Estreito de Hormuz caso países da região participem do que classificou como uma “guerra econômica” contra o país.
Na última semana, Trump prometeu ampliar a pressão sobre Teerã com um nível “sem precedentes” de guerra econômica e isolamento. O Irã já está submetido a sanções econômicas há anos.
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