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Presidente do Líbano se reúne com Trump enquanto Mojtaba Khamenei critica os EUA

Publicado 19/07/2026 • 09:30 | Atualizado há 14 horas

KEY POINTS

  • Presidente libanês Joseph Aoun se reúne com Trump para discutir segurança e cessar-fogo com Israel.
  • Acordo entre Líbano e Israel enfrenta resistência do Hezbollah e mantém tensões no sul do país.
  • Crise entre Irã e EUA aumenta instabilidade no Oriente Médio após suspensão de acordo.

AFP

O presidente do Líbano, general Joseph Aoun, viajou aos Estados Unidos acompanhado da primeira-dama libanesa, Naamt Aoun, para uma reunião com o presidente norte-americano Donald Trump.

A visita representa a primeira viagem oficial de Aoun ao país desde que assumiu a Presidência libanesa e também a primeira vez, desde 2009, que um chefe de Estado do Líbano visita a Casa Branca.

Durante os encontros em Washington, Aoun pretende apresentar a Trump o atual cenário das negociações entre Líbano e Israel, além de abordar questões relacionadas à segurança e à estabilidade nacional.

A Presidência libanesa informou que o líder também terá reuniões com autoridades norte-americanas para discutir o fortalecimento do cessar-fogo entre os dois países, a situação no sul do território libanês e a retirada das tropas israelenses de áreas consideradas ocupadas.

Outro tema central das conversas será o fortalecimento da autoridade do Estado libanês em todas as regiões do país, especialmente nos locais onde grupos armados ainda exercem influência.

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Líbano e Israel chegaram recentemente a um acordo para encerrar as hostilidades. O pacto estabelece a retirada gradual das forças israelenses de uma chamada “zona piloto”, seguida pela transferência do controle da área para as Forças Armadas libanesas.

A medida, porém, recebeu críticas do Hezbollah, grupo xiita libanês que classificou o acordo como uma capitulação diante dos ataques israelenses e da ofensiva militar no sul do Líbano.

Israel declarou que não pretende retirar completamente suas tropas da região enquanto não receber garantias de que o Hezbollah será desarmado. O grupo, por sua vez, não demonstrou intenção de abandonar suas armas, mantendo o cessar-fogo sob tensão.

A visita de Joseph Aoun ocorre em meio ao aumento das tensões entre Irã e Estados Unidos. Os dois países retomaram confrontos na última semana, colocando em risco um Memorando de Entendimento firmado em 17 de junho entre os governos iraniano e norte-americano.

O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Qaribabadi, anunciou a suspensão formal do acordo e afirmou que Teerã também interromperia o cumprimento do cessar-fogo estabelecido entre as partes.

Segundo o governo iraniano, o país deixaria de cumprir os compromissos previstos no entendimento e concentraria esforços na defesa nacional diante dos ataques atribuídos aos Estados Unidos.

Críticas de Mojtaba Khamenei aos Estados Unidos

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O líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, criticou o presidente Donald Trump e afirmou que os Estados Unidos teriam violado compromissos assumidos no acordo de cessar-fogo.

Segundo Khamenei, Washington teria cometido atos de “assédio”, “totalitarismo” e “barbárie”. Ele também declarou que as ações norte-americanas revelariam uma postura considerada pelo governo iraniano como mentirosa, ilógica, não confiável e “vil”.

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O líder iraniano afirmou ainda que os Estados Unidos estariam tentando provocar um conflito com custos elevados e declarou que o Irã e seus aliados regionais, reunidos na chamada “Frente de Resistência”, teriam respostas preparadas.

Khamenei também pediu unidade interna no Irã e criticou manifestações contrárias ao governo, afirmando que divisões poderiam transmitir sinais de fragilidade aos adversários. Segundo ele, a coesão nacional seria essencial para enfrentar pressões externas.

Homenagem a Ali Khamenei

Em sua mensagem, Mojtaba Khamenei também mencionou seu pai e antecessor, Ali Khamenei, morto em um bombardeio israelense em 28 de fevereiro. O ataque foi descrito como o primeiro episódio de uma ofensiva militar conduzida por Estados Unidos e Israel.

O atual líder iraniano agradeceu as homenagens prestadas ao antigo dirigente por autoridades nacionais, líderes internacionais e cidadãos.

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Após o anúncio da suspensão do entendimento, o Irã informou ataques contra posições norte-americanas na região. Entre os alvos mencionados estava a base militar jordaniana de Muwaffaq Salti.

Outros países também relataram impactos. O Bahrein informou ataques contra instalações civis consideradas essenciais, sem divulgar detalhes sobre os locais atingidos. O Kuwait afirmou ter registrado ataques contra uma usina elétrica e instalações de abastecimento de água.

A Arábia Saudita não informou ataques por meio de sua agência oficial de notícias.

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