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Projeção de superávit em 2026 altera preços do petróleo
Publicado 06/11/2025 • 18:06 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 06/11/2025 • 18:06 | Atualizado há 7 meses
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Pixabay
Plataforma de petróleo
Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda nesta quinta-feira (6), em meio à percepção de que a oferta global segue elevada e de que a demanda pode enfraquecer nos próximos meses.
O movimento ocorre após novas estimativas indicarem aumento dos estoques nos Estados Unidos e em meio a revisões nas projeções de instituições que veem o mercado entrando em superávit em 2026.
O petróleo WTI para dezembro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em queda de 0,29% (US$ 0,17 – cerca de R$ 0,91, na cotação atual), a US$ 59,43 o barril (R$ 321,92). Já o Brent para janeiro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), recuou 0,22% (US$ 0,14 – R$ 0,76), a US$ 63,38 o barril (R$ 342,25).
A Oxford Economics lembra que a Opep+ deve interromper os aumentos de produção no primeiro trimestre de 2026, após um último acréscimo de 137 mil barris por dia em dezembro.
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“O grupo tem se mostrado mais preocupado com o excesso de oferta, em linha com nossas expectativas de que o mercado de petróleo caminhe para um superávit nos próximos meses”, disse a consultoria, que projeta o Brent a uma média de US$ 63,60 (R$ 343,44) em 2026.
Enquanto isso, a Capital Economics reforça que a decisão do cartel “provavelmente reflete o excesso iminente de petróleo no mercado”, destacando que as exportações marítimas da Rússia seguem fortes apesar das sanções dos EUA. A instituição prevê pressão baixista persistente, com o Brent em US$ 60 (R$ 324) no fim de 2025 e US$ 50 (R$ 270) no fim de 2026.
Segundo o MUFG, o salto de 5,2 milhões de barris nos estoques de petróleo dos EUA na última semana, o maior desde julho, aumenta o temor de excesso de oferta e adiciona “nova pressão sobre os preços”. Já o ING vê “riscos claros e evidentes” de possíveis interrupções nos fluxos de petróleo da Rússia, mas observa que a força nas margens de refino decorre mais de preocupações com a oferta do que de uma demanda robusta.
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