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Além da Venezuela: 4 obras de Tom Clancy que “previram” eventos da vida real
Publicado 06/01/2026 • 21:37 | Atualizado há 1 dia
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Publicado 06/01/2026 • 21:37 | Atualizado há 1 dia
KEY POINTS
Foto: reprodução The New York Times
Veja quais livros de Tom Clancy e o que previram além da Venezuela
Quando um vídeo da série Jack Ryan, criado por Tom Clancy, voltou a circular nas redes sociais no início de janeiro de 2026, em meio à crise envolvendo Estados Unidos e Venezuela, a cena passou a ser interpretada como uma espécie de “previsão” política.
No trecho, um professor chama atenção para a importância estratégica da Venezuela, destacando suas vastas reservas de petróleo e recursos minerais, além do impacto de um governo autoritário sobre a estabilidade regional.
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De acordo com a reportagem publicada pelo Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, o paralelo com os acontecimentos recentes reacendeu o interesse pelo personagem Jack Ryan e levou o debate de volta à origem desse universo, os livros de Tom Clancy, autor que transformou conflitos geopolíticos em ficção marcada por realismo técnico e cenários que, décadas depois, voltaram a ecoar no noticiário internacional
Quando publicou A Caçada ao Outubro Vermelho, em 1984, nos Estados Unidos, Tom Clancy apresentou ao público uma forma inédita de narrar conflitos militares, combinando informação técnica, bastidores do poder e enredos de alta tensão, de acordo com a matéria publicada pelo Foreign Policy.
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O que começou como ficção de entretenimento acabou, ao longo das décadas seguintes, ganhando outro significado. Muitos dos cenários criados pelo autor se mostraram próximos de acontecimentos reais, levantando questionamentos sobre falhas de planejamento e de antecipação por parte de autoridades civis e militares.
A seguir, alguns dos principais episódios em que os livros de Clancy se aproximaram da realidade geopolítica.
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Em Dívida de Honra, lançado em 1994, Clancy descreve um ataque aéreo deliberado contra o centro do poder político dos Estados Unidos.
No romance, um piloto joga um avião comercial contra o Capitólio durante uma sessão do Congresso, provocando a morte de grande parte da liderança do país.
Sete anos depois, os atentados de 11 de setembro de 2001 mostraram que o uso de aeronaves civis como armas não era uma hipótese remota.
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O próprio relatório oficial sobre os ataques reconheceu que faltou imaginação estratégica aos órgãos de segurança, mesmo diante de alerta presentes na cultura popular e em obras de ficção amplamente lidas por integrantes do governo.
A associação entre grupos terroristas do Oriente Médio e organizações criminosas da América Latina também apareceu nos livros de Clancy antes de se tornar preocupação concreta das agências de segurança.
Em Os Dentes do Tigre, publicado em 2003, o autor narra alianças entre extremistas islâmicos e cartéis mexicanos para facilitar a entrada de terroristas nos Estados Unidos.
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Anos depois, investigações reais revelaram tentativas de cooperação entre agentes ligados ao Irã e organizações do narcotráfico no continente americano. Embora os contextos e os desfechos sejam distintos, a lógica da convergência de interesses já estava presente na ficção de Clancy.
Em Dead or Alive, de 2010, o alvo de uma caçada internacional não se esconde em regiões remotas, mas em áreas urbanas, protegido pela normalidade do cotidiano.
A narrativa antecipou um elemento que chocaria a opinião pública em 2011, quando Osama bin Laden foi localizado em um complexo residencial próximo a uma base militar no Paquistão.
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A escolha do esconderijo, longe do estereótipo da clandestinidade em cavernas, reforçou a percepção de que ameaças sofisticadas podem operar em ambientes aparentemente comuns.
A previsão mais precisa associada ao universo de Clancy surgiu fora dos livros, em um videogame baseado em seu trabalho. Ghost Recon, lançado em 2001, parte da hipótese de uma invasão russa da Geórgia em 2008, motivada por um projeto de expansão territorial.
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A guerra real ocorreu naquele mesmo ano, com tropas russas cruzando a fronteira georgiana em agosto. A semelhança temporal e política chamou atenção de analistas e reforçou a imagem de Clancy como um observador atento das tensões pós-Guerra Fria.
Um trecho da série que circulou amplamente nas redes sociais nos últimos dias ajudou a recolocar Jack Ryan no debate público. Uma cena ambientada em sala de aula, na qual um professor propõe aos alunos uma reflexão sobre possíveis ameaças globais.
Questionados sobre quais países representariam risco à estabilidade mundial, os estudantes citam prontamente potências tradicionais como Rússia, China e Coreia do Norte.
Quando o nome da Venezuela é mencionado, porém, a sala permanece em silêncio, sem que ninguém aponte o país como uma ameaça relevante.
É nesse momento que o professor conduz a discussão para além do senso comum e chama atenção para o peso estratégico dos recursos naturais e explica que a Venezuela concentra uma das maiores reservas de petróleo do mundo, além de possuir grandes volumes de minerais e ouro, em uma dimensão que supera, segundo a cena, a produção de extensas regiões mineradoras do planeta.
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Na sequência, o professor descreve um país submetido a um líder autoritário que teria provocado o colapso econômico, reduzindo a economia à metade, elevando os índices de pobreza de forma exponencial e sustentando-se politicamente a partir de um discurso nacionalista.
Na narrativa da série, esse governante aparece sob o nome fictício de Nicholas Reyes, sem qualquer citação direta a Nicolás Maduro. A oposição é representada por Gloria Benaldi, personagem feminina que simboliza a resistência interna ao regime.
Um escritor norte-americano que se tornou referência mundial ao unir conhecimento técnico militar, interesse por geopolítica e narrativa de suspense.
Criador do personagem Jack Ryan, Clancy construiu um dos universos mais influentes do thriller político, com impacto duradouro na literatura, no cinema, na televisão e nos videogames.
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Tom Clancy construiu seus romances a partir de pesquisa intensa sobre tecnologia militar, doutrina de defesa e funcionamento interno de governos.
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