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Crise na Venezuela provoca cancelamentos de voos e ajustes nas operações; entenda
Publicado 06/01/2026 • 10:56 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 06/01/2026 • 10:56 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Daniel Basil/Gov Brasil/Wikipedia
As restrições temporárias no espaço aéreo da Venezuela, após os ataques dos EUA à Venezuela, levaram companhias aéreas brasileiras a cancelar voos e adotar medidas emergenciais para atender passageiros impactados nos últimos dias.
Em nota, a Azul informou que precisou cancelar os voos entre Confins (MG) e Curaçao nos dias 4, 5 e 6 de janeiro, em ambos os sentidos. Também foram suspensas as operações entre Belém (PA) e Fort Lauderdale, nos Estados Unidos, nos dias 5 e 7 de janeiro.
Segundo a companhia, foram programados voos extras entre terça-feira (6) e sexta-feira (9) para atender os clientes afetados. A Azul destacou ainda que está oferecendo toda a assistência prevista na Resolução nº 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e flexibilizou sua política de remarcação, permitindo alterações sem custo ou a conversão do valor em créditos válidos por até 12 meses.
Leia também: ONU critica ação dos EUA na Venezuela e eleva risco geopolítico para mercados
“Ações como essa são necessárias para garantir a segurança de nossas operações, valor primordial para a companhia”, afirmou a Azul, em nota.
A Gol informou que os voos com origem ou destino em Caracas seguem suspensos temporariamente, conforme decisão comunicada em dezembro de 2025. A empresa orientou passageiros a solicitar crédito ou reembolso por meio de seus canais de atendimento ou, no caso de bilhetes emitidos com milhas, diretamente pela Smiles.
Leia também: Após a prisão de Nicolás Maduro, quem governa a Venezuela agora?
Já a Latam afirmou que suas afiliadas na Colômbia e no Peru cancelaram voos para Aruba e Curaçao entre os dias 3 e 4 de janeiro, priorizando a segurança de passageiros e tripulações. A companhia informou que os clientes afetados podem alterar datas ou solicitar reembolso integral dos bilhetes e serviços adicionais.
A Latam destacou ainda que não opera voos de ou para a Venezuela e que segue monitorando o cenário, com eventuais atualizações sendo comunicadas por seus canais oficiais.
Segundo agências internacionais, as restrições também atingiram companhias aéreas americanas, como United Airlines, American Airlines, Spirit e Delta, que começaram a retomar suas operações após a liberação do espaço aéreo no fim da noite de domingo.
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