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Rubio busca distensão com papa americano após críticas de Trump

Publicado 07/05/2026 • 13:24 | Atualizado há 57 minutos

KEY POINTS

  • Os Estados Unidos destacaram nesta quinta-feira (07) a “solidez” das relações com o Vaticano.
  • A afirmação foi após o secretário de Estado americano, Marco Rubio, ser recebido pelo papa Leão XIV.
  • O encontro se deu em uma tentativa clara de reduzir as tensões provocadas pelas críticas recentes de Donald Trump ao pontífice.
Segurança Marco Rubio

Site Oficial (Marco Rubio)

Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio

Os Estados Unidos destacaram nesta quinta-feira (07) a “solidez” das relações com o Vaticano após o secretário de Estado americano, Marco Rubio, ser recebido pelo papa Leão XIV, em uma tentativa clara de reduzir as tensões provocadas pelas críticas recentes de Donald Trump ao pontífice.

A reunião “destacou a solidez das relações entre os Estados Unidos e a Santa Sé, assim como o compromisso comum com a paz e a dignidade humana”, afirmou o porta-voz do Departamento de Estado americano, Tommy Pigott, em comunicado.

Segundo uma autoridade do Departamento de Estado ouvida pela AFP sob condição de anonimato, Leão XIV e Rubio tiveram uma conversa “amigável e construtiva” que durou pouco mais de 45 minutos.

Rubio foi recebido no Palácio Apostólico com honras normalmente reservadas a chefes de Estado e de governo, em um gesto interpretado como uma tentativa do Vaticano de também promover uma distensão diplomática.

Leia também: Rubio diz que EUA não permitirão que Irã controle tráfego no Estreito de Ormuz

Durante o encontro, os dois discutiram a situação no Oriente Médio e “temas de interesse comum para o hemisfério ocidental”, incluindo a situação em Cuba.

O Vaticano não divulgou imediatamente detalhes oficiais sobre a audiência privada.

Rubio, que é católico praticante, também se reuniu com o secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Pietro Parolin.

Segundo o Departamento de Estado, eles discutiram esforços humanitários no hemisfério ocidental e iniciativas voltadas para uma paz duradoura no Oriente Médio.

“As conversas refletiram a parceria forte e contínua entre os Estados Unidos e a Santa Sé em defesa da liberdade religiosa”, informou o governo americano.

Antes da viagem, Rubio tentou minimizar os recentes ataques verbais de Trump ao papa, em meio a divergências sobre a guerra no Oriente Médio e políticas de imigração.

“Vamos ouvi-lo”, declarou Parolin a jornalistas na quarta-feira, ressaltando que o encontro havia sido solicitado por Washington.

Ainda assim, o cardeal afirmou que atacar o papa “é um pouco estranho”, acrescentando que o pontífice apenas cumpre seu papel.

Relação estremecida

Após um início marcado pelo entusiasmo da administração Trump com a eleição do primeiro papa americano da história, há um ano, as relações entre Washington e o Vaticano se deterioraram significativamente.

Em abril, Trump surpreendeu ao atacar Leão XIV, chamando-o de “fraco” diante da criminalidade e “péssimo” em política externa, provocando indignação entre católicos e diversos líderes mundiais.

O papa respondeu afirmando não ter “medo” da administração Trump e dizendo ter o “dever moral de se manifestar” contra a guerra.

Na segunda-feira, Trump voltou a criticar o pontífice, afirmando em entrevista a um podcaster conservador que Leão XIV “acha que não seria um problema o Irã possuir armas nucleares” e acusando o papa de “colocar muitos católicos e muitas pessoas em perigo”.

O líder da Igreja Católica rebateu dizendo: “Se alguém quiser me criticar por pregar o Evangelho, que o faça com honestidade. A Igreja se opõe há anos a todas as armas nucleares, não há qualquer dúvida sobre isso”.

Leia também: Trump volta a atacar o papa e afirma que Leão XIV ‘está colocando os católicos em perigo’

Leão XIV e Marco Rubio já haviam se encontrado em maio de 2025 no Vaticano, ao lado do vice-presidente americano JD Vance, poucos dias após a eleição do papa.

O pontífice, de 70 anos, completará nesta sexta-feira um ano à frente da Igreja Católica, que reúne cerca de 1,4 bilhão de fiéis no mundo.

Além de divergências sobre imigração, o discurso pacifista cada vez mais forte de Leão XIV, especialmente após o início dos ataques americanos e israelenses contra o Irã, provocou irritação em Trump. O papa chegou a classificar como “inaceitável” a ameaça do presidente americano de destruir o Irã.

Cuba também entrou na pauta

A situação em Cuba também foi discutida durante as reuniões desta quinta-feira, confirmou uma autoridade do Departamento de Estado.

“Nosso trabalho com a Igreja Católica e a Caritas em Cuba foi abordado”, afirmou o representante americano.

Leia também: Cuba chama novas sanções dos EUA de ‘medidas coercitivas’ e ‘abusivas’

Os Estados Unidos fornecem ajuda humanitária à ilha por meio de um canal específico ligado à Igreja Católica local.

O Vaticano desempenha há décadas um papel ativo na diplomacia envolvendo Cuba. Rubio, filho de cubanos, lidera os esforços da administração Trump para pressionar o governo comunista da ilha.

Desde a queda do presidente venezuelano Nicolás Maduro, aliado histórico de Havana, capturado por forças americanas no início de janeiro, Washington vem intensificando a política de pressão máxima sobre Cuba, que já enfrenta embargo dos Estados Unidos há mais de seis décadas.

Leia mais: Rubio deve se encontrar com papa após críticas de Trump

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