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Trump volta a atacar o papa e afirma que Leão XIV ‘está colocando os católicos em perigo’
Publicado 05/05/2026 • 16:26 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 05/05/2026 • 16:26 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Alberto Pizzoli/AFP
Papa Leão XIV em sua missa inaugural no Vaticano
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na segunda-feira, 4, que o papa Leão XIV coloca os católicos “em perigo” por acreditar que “não há problema em o Irã ter uma arma nuclear”.
Em entrevista ao programa do comentarista Hugh Hewitt, Trump comentava sobre sua viagem à China, prevista para a próxima semana. Durante a conversa, Hewitt disse que gostaria que o papa falasse sobre o empresário Jimmy Lai, preso em Hong Kong desde 2022 por conspiração contra a segurança nacional chinesa.
“Bem, o papa prefere falar sobre o fato de que não há problema em o Irã ter uma arma nuclear, e eu não acho isso muito bom”, afirmou Trump. “Acho que ele está colocando muitos católicos e muitas outras pessoas em perigo.”
“Mas suponho que, se depender do papa, ele acha perfeitamente normal o Irã ter uma arma nuclear”, acrescentou.
Hewitt respondeu que o papa era de Chicago e, por isso, “precisa aprender algumas coisas”. Leão nasceu em Chicago, mas também tem cidadania peruana.
A declaração se soma a outras críticas públicas feitas pelo presidente ao líder da Igreja Católica nas últimas semanas. Trump chegou a se referir ao pontífice como “fraco” e “péssimo” e disse não ser “fã” dele, além de acusá-lo de acreditar ser “aceitável que o Irã tenha armas nucleares”.
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Siga o Times | CNBCLeão XIV, no entanto, nunca disse que o Irã deveria ter armas nucleares. Ele condenou a guerra em geral e defendeu as negociações de paz. Após as acusações de Trump, o papa afirmou que a missão da Igreja Católica é defender a paz. “Não tenho medo do governo Trump”, disse.
Para tentar amenizar as tensões, o secretario de Estado dos EUA, Marco Rubio, viajará para a Itália nesta semana e se encontrará com o papa na Cidade do Vaticano, na quinta-feira, 7.
“O secretário se reunirá com a liderança da Santa Sé para discutir a situação no Oriente Médio e os interesses mútuos no Hemisfério Ocidental”, disse o Departamento de Estado em comunicado.
“A reuniões com os homólogos italianos terão como foco os interesses de segurança compartilhados e o alinhamento estratégico”, acrescentou.
Rubio tem sido frequentemente solicitado a amenizar ou explicar a retórica agressiva de Trump em relação à Europa, à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e ao Oriente Médio. A disputa com o papa, porém, tem implicações políticas internas nos EUA, em meio à aproximação das eleições legislativas de meio de mandato.
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