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Saída dos Emirados Árabes da OPEP eleva incerteza no petróleo e abre espaço para o Brasil ampliar protagonismo no pré-sal
Publicado 28/04/2026 • 22:10 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 28/04/2026 • 22:10 | Atualizado há 1 hora
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A inesperada saída dos Emirados Árabes Unidos da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), anunciada para o dia 1º de maio, representou uma ruptura histórica que pode redefinir o equilíbrio de forças no mercado global de energia, afirmou Murilo Barco, diretor comercial da VPricing Combustíveis, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
O especialista classificou o movimento como um abalo sísmico para a organização, dado o peso do país na oferta mundial: “Essa saída é um golpe duro para o cartel, principalmente por se tratar de um dos principais membros. Os Emirados produzem 3,5 milhões de barris por dia e essa decisão traz uma incerteza imediata sobre a oferta e a cotação do barril no mercado como um todo”.
A mudança de postura do país árabe, que agora terá liberdade para gerir sua produção, pode atender a interesses geopolíticos de grandes potências e impactar o valor da commodity em bilhões de dólares. “Os Emirados terão a liberdade de definir o que fazer com sua produção e têm capacidade de aumentá-la, o que elevaria a oferta mundial e poderia, em um cenário normal, puxar as cotações para baixo”, explicou.
Apesar do potencial de queda no longo prazo, o cenário imediato permanece sob forte pressão devido aos conflitos no Oriente Médio.
“O mercado ainda está em um momento de muita instabilidade por causa do fechamento do Estreito de Ormuz. Se esse impasse continuar, o barril de petróleo pode voltar a patamares críticos vistos no início da guerra, o que eleva drasticamente os custos de importação”, alertou.
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Neste contexto de enfraquecimento da OPEP, a relevância estratégica do Brasil como produtor ganha um novo patamar de destaque internacional. “O Brasil já está entre os dez principais produtores mundiais e descobertas como a margem equatorial, com petróleo de qualidade superior, podem consolidar o país como um player ainda mais importante frente à fragilidade do cartel”, destacou.
Por fim, o diretor da VPricing Combustíveis analisou as perspectivas limitadas para outros produtores da região, como a Venezuela, compensarem a instabilidade atual. “Não acredito em impacto positivo da Venezuela no curto prazo; o país passou por um longo período sem investimentos e levaria anos para que houvesse um aumento relevante na produção de fato”.
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