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Saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep pode provocar instabilidade no mercado de petróleo; analisa CEO

Publicado 28/04/2026 • 13:51 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A decisão dos Emirados Árabes Unidos de deixar a OPEP representa um duro golpe para o cartel liderado pela Arábia Saudita.
  • Segundo Guilherme Barbosa, CEO da API Capital, o movimento reflete uma mudança mais ampla no cenário geopolítico e econômico global.
  • “Cada país está fazendo a sua própria análise e priorizando seus objetivos, em vez de um bem coletivo”, afirma.
Opep fornece projeções para o petróleo em 2025.

Pixabay

Plataforma de petróleo

A decisão dos Emirados Árabes Unidos de deixar a OPEP representa um duro golpe para o grupo liderado pela Arábia Saudita e levanta preocupações sobre um possível efeito dominó entre os países membros. A avaliação é de Guilherme Barbosa, CEO da API Capital, em entrevista ao programa Real Time, do Times Brasil Licenciado Exclusivo CNBC.

Para o executivo, o movimento reflete uma mudança mais ampla no cenário geopolítico e econômico global, marcada por decisões cada vez mais voltadas a interesses nacionais. “Cada país está fazendo a sua própria análise e priorizando seus objetivos, em vez de um bem coletivo”, afirma.

Segundo Barbosa, a saída dos Emirados pode aumentar a instabilidade no mercado de petróleo, já que a Opep desempenha papel central na coordenação da produção global. “A organização funciona como um grande grupo que busca dar estabilidade ao preço do barril. Quando você perde um membro relevante, o mercado entende que haverá mais volatilidade”, explica.

Nesse contexto, a tendência é de preços mais altos e imprevisíveis. “O preço do petróleo deve ficar mais volátil e também mais elevado. Em momentos de crise, as oscilações tendem a ser ainda maiores”, diz.

O executivo também destaca que, embora exista o risco de outros países seguirem o mesmo caminho, o mais comum é que o bloco remanescente se fortaleça após uma saída relevante. Ainda assim, ele ressalta que o cenário permanece incerto e dependerá dos próximos desdobramentos.

Barbosa aponta ainda que a maior volatilidade pode beneficiar grandes produtores fora do controle direto da Opep. “Companhias individuais tendem a ganhar com preços mais altos, enquanto, para a economia global, o cenário é mais desafiador”, afirma.

Na avaliação dele, parte da alta recente do petróleo já reflete esse aumento de incerteza. “Quando surgem dúvidas sobre produção e sobre a coesão do grupo, o preço reage imediatamente”, diz.

Para o CEO, o episódio reforça uma tendência global de enfraquecimento de grandes alianças multilaterais. “É um momento em que cada país olha mais para si. A lógica de cooperação ampla está sendo substituída por acordos menores e mais alinhados a interesses específicos”, conclui.

Leia mais: Emirados Árabes Unidos deixarão a Opep a partir de 1º de maio

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