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Senadora americana critica diretor financeiro por atrapalhar medida de Trump sobre cartões de crédito
Publicado 23/01/2026 • 17:52 | Atualizado há 9 meses
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Publicado 23/01/2026 • 17:52 | Atualizado há 9 meses
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Wikimedia Commons
Senadora Elizabeth Warren
A senadora americana Elizabeth Warren acusou nesta sexta-feira (23) o chefe interino do Escritório de Proteção Financeira ao Consumidor (CFPB, na sigla em inglês) dos Estados Unidos de minar o esforço do presidente Donald Trump para tornar os cartões de crédito mais acessíveis, de acordo com uma carta obtida exclusivamente pela CNBC.
Na carta enviada ao diretor interino do CFPB, Russell Vought, Warren observou que, no último ano, a agência abandonou uma regra que limitava as taxas de atraso no cartão de crédito, ficou ao lado dos credores em processos sobre práticas enganosas e interrompeu ações de fiscalização contra o setor.
No início deste mês, Trump exigiu em uma postagem em rede social que os bancos dos EUA limitassem voluntariamente as taxas de juros do cartão de crédito em 10% por um ano. Quando eles não o fizeram, Trump convocou os legisladores nesta semana a aprovarem legislação sobre o assunto.
“Falei com o presidente Trump na semana passada e disse a ele que o Congresso poderia aprovar legislação para limitar as taxas de cartão de crédito, se ele lutasse por isso”, escreveu Warren na carta a Vought.
“Enquanto o Congresso considera legislação para resolver o problema, suas próprias ações estão minando diretamente os objetivos declarados do presidente”, escreveu ela. “Sob sua liderança, o CFPB tomou medidas para tornar mais fácil — e não mais difícil — para os grandes bancos e operadoras de cartão de crédito explorarem os americanos”.
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A carta de Warren aproveita a guinada de Trump para a acessibilidade financeira e busca usar a iniciativa dele contra seu próprio governo, escalando as tensões sobre a agência reguladora financeira que ela ajudou a criar sob o governo Obama. Membros da administração Trump buscaram fechar o CFPB como parte de uma agenda desreguladora pró-negócios mais ampla.
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Siga o Times | CNBCFuncionários atuais e antigos disseram que a agência está “aparelhos” sob Vought, que lutou na justiça para realizar demissões em massa e interromper o financiamento da agência.
Vought deveria estar “usando todo o escopo de autoridade [do CFPB] para lidar com custos excessivos de cartão de crédito e reprimir maus atores”, em vez de tentar desmantelar a agência, escreveu Warren.
Ela ordenou que Vought “restabeleça imediatamente sua regra limitando as taxas de atraso do cartão de crédito em US$ 8 (cerca de R$ 42,16, na cotação atual), o que economizaria aos americanos mais de US$ 10 bilhões (R$ 52,7 bilhões) anualmente”.
Ela argumentou que Vought também deveria coibir práticas enganosas em promoções de juros diferidos, retomar a fiscalização de regras sobre o monitoramento de aumentos de taxas de juros, responder ao crescente acúmulo de reclamações de consumidores e interromper táticas de propaganda enganosa (bait-and-switch) com programas de recompensas.
“Ou o presidente Trump não está falando sério sobre tornar os cartões de crédito mais acessíveis ou você está desconsiderando insubordinadamente a direção dele”, escreveu ela. O CFPB não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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