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Suprema Corte dos EUA deve dar razão a mulher que se diz discriminada no trabalho por ser heterossexual
Publicado 26/02/2025 • 20:35 | Atualizado há 2 anos
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Publicado 26/02/2025 • 20:35 | Atualizado há 2 anos
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Prédio da Suprema Corte de Justiça dos EUA
A Suprema Corte dos Estados Unidos ouviu nesta quarta-feira (26) os argumentos de um processo protocolado por uma mulher heterossexual que afirma ter sido prejudicada por sua orientação sexual.
Marlean Ames processou o Departamento de Serviços para Jovens do estado de Ohio por ter sido preterida em uma promoção e por ter perdido seu cargo para colegas gays.
Ela começou a trabalhar no departamento em 2004. Dez anos depois, Marlean virou a gerente do programa para prevenir estupros nas prisões e, em 2019, ela se candidatou a uma nova promoção.
Dessa vez, os chefes não a promoveram –eles afirmaram que ela não tinha habilidade de liderança e nem visão para o cargo. Uma mulher lésbica sem diploma universitário foi escolhida para a vaga.
Pouco depois, ela foi rebaixada no trabalho: o cargo de gerência que ela ocupava passou para um homem gay.
Os dois colegas que foram promovidos tinham menos tempo no departamento que Marlean.
Ela processou o departamento com base na lei de direitos civis que proíbe discriminação no trabalho por motivo de gênero (recentemente, a jurisprudência ampliou o entendimento para incluir a proibição à discriminação por motivo de orientação sexual).
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Siga o Times | CNBCMarlean afirmou que dois supervisores que foram contra ela eram heterossexuais, mas que um terceiro supervisor que também teve um papel nas escolhas era gay.
Os argumentos na Justiça
Segundo o New York Times, a Suprema Corte está propensa a dar razão à Marlean. Um dos juízes afirmou que deve haver um consenso mesmo entre os liberais da corte.
Nas instâncias menores da Justiça, ela teve uma derrota por não ter conseguido demonstrar que as decisões sobre a carreira dela foram tomadas por uma pessoa da comunidade gay.
Na Suprema Corte, até mesmo o advogado que representava o estado de Ohio afirmou que é errado “exigir mais” de alguém por suas características –ele tentou convencer os juízes argumentando que Marlean não conseguiu provar que ela foi preterida por ser heterossexual.
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