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Taiwan diz que é nação independente e rebate Trump após encontro do presidente americano com Xi
Publicado 16/05/2026 • 09:48 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 16/05/2026 • 09:48 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
Bandeira de Taiwan tremulando em mastro
leannk/Unsplash
Taiwan afirmou neste sábado (16) ser uma nação independente, em resposta direta à advertência feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após sua visita de Estado a Pequim, onde o líder chinês Xi Jinping o instou a não apoiar a ilha.
“Taiwan é uma nação democrática, soberana e independente, e não está subordinada à República Popular da China”, declarou o Ministério das Relações Exteriores taiwanês em comunicado.
Leia também: Por que Taiwan se tornou o tema central das conversas entre Trump e Xi
Trump concluiu na sexta-feira (16) dois dias de reuniões com Xi em Pequim. Ao retornar, advertiu Taiwan que não deve fazer uma declaração formal de independência.
“Não tenho vontade de que alguém declare a independência, sabem, supondo que temos de percorrer 15 mil quilômetros para ir para a guerra. Não busco isso”, disse Trump ao programa “Special Report with Bret Baier”, do canal Fox News. “Quero que eles se acalmem. Quero que a China se acalme. Não queremos guerras e, se a situação permanecer como está, acredito que a China ficará satisfeita.”
Xi abriu a reunião bilateral com uma advertência firme sobre Taiwan. O líder chinês disse a Trump que uma gestão equivocada da questão poderia provocar um “conflito.”
🔍 Lai Ching-te, presidente de Taiwan, considera que a ilha já é independente de fato, o que tornaria desnecessária qualquer declaração formal. A posição diverge da de Pequim, que reivindica Taiwan como parte de seu território e não descarta o uso da força para concretizar a anexação.
A presidência de Taiwan destacou as “múltiplas reafirmações por parte dos Estados Unidos, incluindo o presidente Trump e o secretário de Estado Marco Rubio, de que a política e a posição em relação a Taiwan permanecem inalteradas.”
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Siga o Times | CNBC“A cooperação entre Taiwan e Estados Unidos sempre foi demonstrada por meio da ação”, afirmou a porta-voz da presidência, Karen Kuo, em comunicado.
O ministério taiwanês também insistiu que as vendas de armas americanas a Taiwan fazem parte do compromisso de segurança de Washington com Taipé, após Trump afirmar que estava examinando o tema. Segundo o ministério, as armas “são também uma forma de dissuasão conjunta contra as ameaças regionais.”
Antes da cúpula, Trump havia anunciado que conversaria com Xi sobre as vendas de armas americanas a Taiwan, o que representou uma mudança em relação à posição anterior de Washington, que insistia em não consultar Pequim sobre o assunto.
Na sexta-feira (16), ao ser questionado sobre o envio de armas, Trump respondeu que tomaria uma decisão “em um prazo bastante curto.”
O Parlamento de Taiwan aprovou recentemente um pacote de gastos de defesa de US$ 25 bilhões destinado à aquisição de armamentos americanos. A ilha depende em grande medida do apoio militar e de segurança fornecido pelos Estados Unidos para dissuadir a China de concretizar a ameaça de anexação.
🔍 Lei de Relações com Taiwan é a legislação americana de 1979 que estabelece as bases da relação não oficial entre Washington e Taipé. Por ela, os EUA são obrigados a fornecer armas à ilha para sua autodefesa, mas não especifica se as forças americanas deveriam intervir militarmente em caso de conflito com a China.
O governo americano reconhece apenas a República Popular da China e não apoia a independência formal de Taiwan, mas historicamente nunca afirmou de maneira direta que se opõe à autonomia da ilha.
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