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Por que Taiwan se tornou o tema central das conversas entre Trump e Xi
Publicado 16/05/2026 • 08:44 | Atualizado há 45 minutos
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Publicado 16/05/2026 • 08:44 | Atualizado há 45 minutos
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Freepik.
Taiwan anuncia plano de US$ 18 bi para resiliência econômica e militar diante de pressões externas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manteve um silêncio incômodo sobre Taiwan após sua reunião com o líder chinês Xi Jinping nesta semana em Pequim, apesar de ter anunciado, em dezembro, uma venda recorde de armas à ilha no valor de US$ 11 bilhões, contrariando Pequim.
Trump havia dito que as vendas de armas a Taiwan estariam na pauta das conversas com Xi. A cúpula foi encerrada na sexta-feira (16).
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Após o primeiro dia de reuniões, na quinta-feira (15), o secretário de Estado Marco Rubio disse à NBC News que o assunto “não foi tema central nas discussões de hoje.” O comunicado inicial da Casa Branca também não mencionou Taiwan, embora o secretário do Tesouro, Scott Bessent, tenha declarado à CNBC que esperava que Trump falasse mais sobre o tema nos próximos dias.
O silêncio persistiu por mais de 24 horas depois que a China publicou seu comunicado oficial, com um aviso direto de Xi de que tratar Taiwan de forma equivocada colocaria a relação entre os dois países em “grande risco.”
“Este é um comentário bastante direto e contundente do presidente Xi”, disse Wendy Cutler, ex-vice-representante comercial interina dos EUA, na sexta-feira (16) ao programa “The China Connection”, da CNBC. “A forma como interpreto é que ele realmente vinculou a estabilidade econômica aos desdobramentos em relação a Taiwan”, acrescentou.
Trump afirmou que China e Taiwan “deveriam esfriar.”
Em entrevista à Fox News exibida na tarde de sexta-feira (16), Trump insistiu que a política americana de longa data em relação a Taiwan permanece inalterada após dois dias de reuniões com Xi.
O povo de Taiwan deveria se sentir “neutro” em relação à sua visita, disse Trump. Ele também pareceu demonstrar resistência à ideia de os EUA intervirem militarmente em defesa de Taiwan em caso de ataque, condicionando qualquer resposta à decisão de Taipei de buscar independência em relação à China.
“Posso dizer o seguinte: não estou buscando que alguém declare independência e, sabe, supostamente teríamos que percorrer 15 mil quilômetros para travar uma guerra”, disse Trump. “Não é isso que busco. Quero que esfriem, quero que a China esfrie.”
Trump acrescentou que ainda não aprovou uma nova grande venda de armas a Taiwan. “Posso fazer, posso não fazer”, disse.
“Não estamos buscando que alguém diga ‘vamos declarar independência porque os EUA estão nos apoiando'”, afirmou Trump. “Taiwan seria muito inteligente em esfriar um pouco. A China seria muito inteligente em esfriar um pouco. Os dois deveriam esfriar.”
Anteriormente, Trump disse que se recusou a responder diretamente a Xi quando questionado se os EUA defenderiam Taiwan em caso de ataque chinês. Trump também afirmou que Taiwan não foi tema das conversas quando se reuniu com Xi na Coreia do Sul no outono passado.
A decisão de Trump de não responder está alinhada com a política histórica americana conhecida como “Uma China”, que deixa indefinido o status de Taiwan, ilha que Pequim reivindica como própria.
🔍 Ambiguidade estratégica é a doutrina que orienta a política americana em relação a Taiwan desde 1979. Por ela, os EUA não confirmam nem descartam intervir militarmente para defender a ilha em caso de ataque chinês. O objetivo é dissuadir tanto uma invasão da China quanto uma declaração unilateral de independência por parte de Taiwan.
A Lei de Relações com Taiwan, de 1979, determina que os EUA devem disponibilizar à ilha os equipamentos e serviços de defesa necessários para que Taiwan mantenha capacidade suficiente de autodefesa.
Taiwan, por sua vez, afirmou que declarações de Trump e Rubio indicam que a política dos EUA em relação à ilha permanece inalterada.
“É um fato claro que o presidente Lai Ching-te tem defendido consistentemente a contribuição contínua para a paz e a estabilidade regionais, mantendo o compromisso de preservar o status quo no Estreito de Taiwan”, disse a porta-voz presidencial de Taiwan, Karen Kuo, em comunicado divulgado no sábado (16).
“A escalada da ameaça militar da China é o único fator desestabilizador na região do Indo-Pacífico, incluindo o Estreito de Taiwan”, acrescentou Kuo.
🔍 Estreito de Taiwan é o canal marítimo de cerca de 180 quilômetros que separa a ilha de Taiwan do continente chinês. A região é considerada um dos pontos de maior tensão geopolítica do mundo, com a China realizando exercícios militares frequentes nas proximidades.
Rush Doshi, diretor da iniciativa de estratégia para a China no Conselho de Relações Exteriores dos EUA, avaliou que não há sinais de mudança significativa na política americana sobre Taiwan a partir da cúpula.
“Se você analisar os comunicados de todas as reuniões Trump-Xi anteriores a esta semana, apenas as últimas que ocorreram desde abril do ano passado, verá que os comunicados americanos dedicam uma parcela muito menor ao tema Taiwan”, disse Doshi ao programa “Squawk Box Asia”, da CNBC, na sexta-feira (16).
“Não há realmente nenhum sinal de que tenha havido uma mudança significativa na política americana em relação a Taiwan, pelo menos não ainda, a partir desta cúpula”, concluiu.
🔍 Taiwan é uma ilha governada de forma autônoma que Pequim reivindica como parte de seu território. Desde 1979, os EUA reconhecem o governo de Pequim, e não o de Taipei, e reconhecem a posição chinesa de que existe uma única China e Taiwan faz parte dela. Washington mantém com a ilha uma relação não oficial, sem reconhecimento diplomático formal.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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