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Tarifas abrem caminho para corte de juros pelo Banco Central Europeu
Publicado 16/04/2025 • 09:47 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 16/04/2025 • 09:47 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
Zhang Fan/Xinhua via Getty Images (Reprodução CNBC Internacional)
É amplamente esperado que o Banco Central Europeu (BCE) reduza as taxas de juros pela terceira vez neste ano, à medida que tensões tarifárias globais e incertezas ameaçam o crescimento econômico da zona do euro.
Na quarta-feira (16), os mercados precificavam uma chance de cerca de 94% de um corte de um quarto de ponto percentual da taxa de juros pelo banco central e uma probabilidade próxima de 6% de uma redução maior, de 50 pontos-base, segundo dados da LSEG.
Um corte de um quarto de ponto levaria a taxa da facilidade de depósito do BCE — sua taxa principal — para 2,25%, abaixo do pico de 4% registrado em meados de 2023.
A série de cortes de juros relativamente rápidos ocorreu à medida que a inflação na área do euro ficou consistentemente abaixo de 3%, aproximando-se recentemente da meta de 2% do BCE. Enquanto isso, o crescimento econômico regional tem sido fraco.
Quando o banco central cortou os juros pela última vez, em março, ajustou sua linguagem sobre política monetária, dizendo que ela estava “se tornando significativamente menos restritiva”. Em janeiro, o BCE ainda caracterizava a política como “restritiva”.
A mudança de linguagem foi interpretada por alguns economistas como um sinal de que os formuladores de políticas estavam se tornando mais cautelosos em reduzir ainda mais os juros, gerando dúvidas sobre uma possível pausa no ciclo de afrouxamento monetário. Mas a montanha-russa global de tarifas comerciais nas últimas semanas mudou um pouco essa visão.
Temores de crescimento desencadeados por tarifas
“Após a reunião de março, o BCE parecia pronto para uma pausa na próxima reunião. Com as taxas de juros na extremidade superior das estimativas de taxas neutras, uma pausa parecia apropriada”, disse Carsten Brzeski, chefe global de macroeconomia do ING, em nota na segunda-feira (14).
“Especialmente porque a euforia após a reviravolta fiscal da Alemanha e as fortes intenções europeias de gastar mais com segurança e defesa claramente melhoraram as perspectivas de crescimento da zona do euro. No entanto, desde o ‘Dia da Libertação’, uma pausa não é mais uma opção”, disse ele, sugerindo que as políticas tarifárias globais reacenderam as preocupações com o crescimento da área do euro.
E assim, o “BCE é forçado a cortar”, avaliou Brzeski.
Muitos dos planos tarifários anunciados pelos EUA, juntamente com medidas de retaliação reveladas pelos parceiros comerciais de Washington, foram suspensos ou reduzidos — pelo menos temporariamente — desde que foram impostos no início deste mês pelo presidente Donald Trump. Mas as perspectivas para o comércio, tarifas e os possíveis impactos macroeconômicos ainda são incertos, indicou Ryan Djajasaputra, economista da Investec, em nota.
“A incerteza continua alta e ainda não há garantia de que países individuais ou a UE conseguirão fechar acordos com os EUA. Tampouco há certeza de que o presidente dos EUA não mudará novamente suas políticas no futuro, dada a natureza do ambiente atual”, disse ele, sugerindo que isso reforça o argumento para um corte de juros.
Taxas restritivas?
Após suavizar sua linguagem em março sobre o quão restritivas ainda são as taxas, o BCE pode novamente fazer ajustes nesta quinta-feira (17).
Brzeski, do ING, disse que o banco central “terá que mudar sua comunicação”, sugerindo que o banco sinalizaria que uma taxa de depósito mais baixa, de 2,25%, “estaria agora na faixa de taxas de juros neutras” se o BCE optar por mais um corte.
O tema de onde está localizada a chamada taxa neutra para o BCE tem sido amplamente debatido há meses entre formuladores de políticas, analistas e economistas. No nível neutro, as taxas de juros não estimulam nem restringem a economia e podem ser mantidas constantes.
O BCE estima que sua taxa neutra esteja entre 1,75% e 2,25%.
Economistas do Deutsche Bank Research se mostraram mais hesitantes quanto a possíveis mudanças na linguagem, dizendo que acreditam que ela permanecerá inalterada nesta quinta-feira. “Em combinação com a visão de que a inflação está retornando à meta, isso tem uma inclinação moderada implícita.”
Perspectiva para taxa do BCE ‘ofuscada’ por política dos EUA
Olhando além da decisão do BCE nesta quinta-feira, o caminho à frente para as taxas de juros deve ser “em aberto”, argumentaram economistas do Deutsche Bank Research.
Eles não veem a linguagem do BCE sobre as perspectivas para as taxas mudar em relação à de formuladores de políticas, dizendo que não estavam pré-comprometidos com um caminho específico e tomariam decisões de forma dependente de dados a cada reunião.
“Essa linguagem em aberto permite que a postura da política permaneça restritiva, se mova para neutra ou se torne estimulativa, dependendo dos dados”, disseram, acrescentando que, tecnicamente, isso significa que é possível que o BCE pause os cortes de juros em junho.
As projeções dos economistas, no entanto, presumem novos cortes de juros.
Muito do caminho político à frente dependerá dos EUA e dos desdobramentos no comércio global, sugeriu Djajasaputra, da Investec.
“Além da reunião de abril, a perspectiva para as taxas de juros do BCE está ofuscada e subordinada às decisões políticas da Casa Branca”, disse ele, acrescentando que espera um novo corte ainda este ano — embora o momento dependa dos dados econômicos futuros e de outros desdobramentos econômicos.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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