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Dólar cai pelo terceiro dia consecutivo e fecha a R$ 5,10

Publicado 10/07/2026 • 18:03 | Atualizado há 42 minutos

KEY POINTS

  • A moeda americana acumulou queda de 1,17% na semana e de 6,93% no ano.
  • IPCA desacelerou para 0,16% em junho, abaixo das projeções do mercado.
  • Analistas veem suporte dos juros reais elevados, mas alertam para riscos fiscais e políticos.
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Foto: Freepik

O dólar caiu pelo terceiro pregão consecutivo nesta sexta-feira (10) e voltou a fechar próximo de R$ 5,10 pela primeira vez desde meados de junho. O real foi favorecido pelo avanço de moedas emergentes no exterior e pela desaceleração da inflação brasileira.

A moeda americana à vista recuou 0,28%, cotada a R$ 5,1084, menor valor de fechamento desde 17 de junho. Na mínima do dia, registrada no início da tarde, chegou a R$ 5,0990.

Na semana, o dólar acumulou queda de 1,17%. A divisa recua 1,06% em julho, após subir 2,38% em junho, e registra desvalorização de 6,93% no ano.

Operadores avaliam que a perspectiva de novos cortes da taxa Selic pode reduzir parte da atratividade das operações de carry trade, estratégia que busca ganhos com a diferença de juros entre países.

Por outro lado, a melhora do ambiente econômico e a possibilidade de maior entrada de recursos estrangeiros na bolsa brasileira, em um cenário de juros menores, podem oferecer suporte ao real.

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IPCA desacelera em junho

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou pela manhã que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou de 0,58% em maio para 0,16% em junho.

O resultado ficou abaixo do piso das estimativas reunidas pelo Projeções Broadcast, de 0,26%, influenciado principalmente pela queda nos preços dos alimentos.

“O IPCA mostrou uma composição qualitativamente mais favorável, com diminuição da inflação subjacente, o que reforça nossa expectativa de mais um corte da Selic”, afirmou, em relatório, a economista-chefe da Buysidebrazil, Andrea Damico.

No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar diante de uma cesta de seis moedas fortes, operou em alta durante a tarde, próximo dos 101 pontos, depois de atingir a mínima de 100,598 pontos.

Apesar do avanço moderado dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano, a maioria das moedas emergentes ganhou força. O peso colombiano esteve entre os destaques.

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Petróleo recua e alivia risco global

Os preços do petróleo tiveram queda moderada. O contrato do Brent para setembro recuou 0,38%, a US$ 76,01 o barril, depois de chegar a US$ 80 na quarta-feira (8). Na semana, a commodity acumulou alta de 5,35%.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o cessar-fogo com o Irã havia terminado, mas disse que os dois países concordaram em manter as negociações de paz.

Para o estrategista de câmbio Francesco Pesole, do banco ING, a moderação dos preços do petróleo nos últimos dias contribuiu para a melhora do ambiente internacional.

“A diminuição do risco geopolítico mantém o foco voltado para os diferenciais de taxas de juros”, afirmou Pesole, em nota.

Segundo o estrategista, as moedas emergentes “de alto rendimento” se recuperaram após o desmonte, no início da semana, de operações de carry trade.

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Analistas alertam para risco fiscal

Os economistas Dev Ashish e Brendan McKenna, do Société Générale, mantêm uma avaliação positiva sobre o real, apoiada pelos juros reais elevados e pela postura cautelosa do Banco Central.

Os analistas, no entanto, apontam riscos fiscais relacionados ao período eleitoral.

“Embora o real continue a oferecer um carry atraente, a expectativa é que as incertezas fiscais e políticas levem a uma depreciação, com taxa de câmbio subindo para R$ 5,25 nos próximos meses”, afirmaram.

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