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Abal estima prejuízo de R$ 1,15 bi para setor de alumínio por conta do tarifaço de Trump
Publicado 01/08/2025 • 07:02 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 01/08/2025 • 07:02 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
Mesmo com alguns produtos na lista de isenções do tarifaço de Trump, os fabricantes de alumínio estimam que as perdas do setor podem chegar a R$ 1,15 bilhão neste ano, caso a taxação de 50% sobre produtos brasileiros passe a vigorar a partir do dia 6 de agosto como previsto.
Entraram na lista de produtos isentos a alumina, insumo essencial para a produção de alumínio primário e outras aplicações industriais. Ficaram de fora da lista de exceções as exportações de bauxita, hidróxido de alumínio, óxido de alumínio e cimento aluminoso.
A nova tarifa recíproca não será cumulativa à alíquota vigente desde junho, disse a Associação Brasileira do Alumínio (Abal), após análise preliminar da ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump ontem. “Apesar de a não cumulatividade representar alívio parcial, os impactos diretos das medidas já são expressivos”, escreve a entidade.
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Isso porque, em 2024, os Estados Unidos representaram o terceiro principal destino das exportações da indústria brasileira de alumínio, atrás apenas de Canadá e Noruega. As vendas aos EUA responderam por 14,2% das exportações do setor, equivalente a US$ 773 milhões (R$ 4,3 bilhões).
A entidade estima que cerca de um terço desse total esteja atualmente sujeito à sobretaxa de 50%, “o que tornará inviável o acesso de vários produtos ao mercado americano”.
Com tarifas já impostas no primeiro semestre, as exportações brasileiras de produtos de alumínio sujeitas às sobretaxas recuaram 28% em comparação com o mesmo período de 2024 – uma perda de US$ 46 milhões (R$ 350 milhões). Isso por conta do impacto das tarifas anteriores de 10% (vigentes até 12 de março) e de 25% (entre 12 de março e 3 de junho).
“Com a elevação para 50% da Seção 232 e ampliação do escopo tarifário da lista recíproca, os prejuízos totais ao setor poderão alcançar US$ 210 milhões (mais de R$ 1,15 bilhão), considerando os efeitos diretos já contabilizados e as estimativas para até o fim do ano”, escreve a entidade.
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Siga o Times | CNBCA Abal também diz haver risco de efeitos indiretos sobre toda a cadeia de suprimento. Em 2024, o Brasil exportou cerca de 1,3 milhão de toneladas de alumina para os Estados Unidos, volume utilizado na produção de aproximadamente 90% do alumínio primário americano.
O insumo também é exportado ao Canadá, onde o produto é responsável por 64% da transformação do alumínio primário canadense – metal que, por sua vez, abastece uma parcela importante da demanda industrial dos EUA.
“Considerando a forte integração produtiva entre os países do Atlântico, há risco de que os efeitos das tarifas se estendam a produtos não sobretaxados, devido aos desequilíbrios gerados em etapas distintas da cadeia”, escreve a entidade, em comunicado.
“A ruptura da complementaridade regional pode afetar o abastecimento, redirecionar fluxos comerciais e comprometer a previsibilidade de operações industriais nos três países.”
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