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ApexBrasil chama tarifa dos EUA de “absurda” e anuncia plano de R$ 130 milhões para diversificar exportações
Publicado 17/07/2026 • 12:22 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 17/07/2026 • 12:22 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) classificou como “absurda” a nova tarifa imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e anunciou que intensificará as ações para reduzir seus impactos.
Segundo o presidente da agência, Laudemir Müller, a medida não encontra respaldo nem mesmo entre empresas e entidades do setor produtivo norte-americano.
A estratégia da ApexBrasil inclui a atuação conjunta com 20 entidades setoriais, entre organizações brasileiras e norte-americanas. De acordo com Müller, a agência continuará trabalhando nos Estados Unidos para ampliar a lista de produtos brasileiros isentos das novas tarifas.
Leia também: Tarifaço dos EUA expõe setores brasileiros e acende alerta para nova guerra comercial
Entre os produtos que já conquistaram a isenção estão o mel e os pescados.
Além das negociações por novas exceções, a Apex pretende garantir que empresas e entidades brasileiras tenham participação qualificada nas discussões e audiências relacionadas ao tarifaço.
O comércio entre Brasil e Estados Unidos movimenta cerca de US$ 38 bilhões por ano. Desse total, aproximadamente US$ 7,2 bilhões em exportações brasileiras foram atingidos pela nova tarifa norte-americana.
Segundo Müller, a agência atuará junto a todos os setores afetados, mas dará prioridade aos segmentos que perderam competitividade exclusivamente em razão das tarifas aplicadas aos produtos brasileiros.
“Há setores em que uma tarifa de 30% é tão impeditiva quanto uma de 50%. Em outros, um aumento de apenas alguns pontos percentuais já compromete a competitividade”, explicou.
São Paulo é o estado mais afetado em valor exportado. Cerca de US$ 3 bilhões das exportações paulistas para os Estados Unidos foram atingidas pelas novas tarifas, o equivalente a mais de 20% do total impactado.
Já Santa Catarina apresenta a maior exposição proporcional. Aproximadamente 68% das exportações catarinenses para o mercado norte-americano foram alcançadas pelas novas medidas.
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Siga o Times | CNBCComo resposta ao novo cenário, a ApexBrasil lançará nos primeiros dias de agosto um plano nacional de diversificação de mercados.
O programa contará com investimento de R$ 130 milhões e será desenvolvido em parceria com 57 entidades representativas do setor produtivo.
Segundo Müller, a diversificação das exportações já vinha sendo estimulada antes mesmo da adoção das novas tarifas pelos Estados Unidos.
Entre junho de 2025 e maio de 2026, 72% das empresas brasileiras que exportam para os Estados Unidos ampliaram sua atuação para outros mercados internacionais. No período, cerca de 2.400 empresas passaram a exportar para um novo destino.
“A ordem do dia é ampliar os produtos isentos, buscar novas exceções e acelerar a diversificação das exportações brasileiras”, afirmou.
O presidente da Apex destacou o caso do mel como exemplo da importância do mercado norte-americano para alguns setores brasileiros.
Segundo a agência, o Brasil responde por 85% do mel consumido nos Estados Unidos, enquanto aproximadamente 30% de todo o mel importado pelos norte-americanos tem origem brasileira.
As exportações brasileiras do produto somam cerca de US$ 150 milhões, sendo que aproximadamente 70% desse volume é produzido no Paraná.
Apesar do cenário de incerteza, o Brasil registrou recorde nas exportações no primeiro semestre de 2026.
Entre janeiro e junho, o país exportou US$ 185 bilhões, acima dos US$ 176 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior. No mercado europeu, as exportações brasileiras alcançaram US$ 3,1 bilhões, reforçando o movimento de ampliação de mercados defendido pela ApexBrasil.
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