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Tarifaço: representantes de Brasil e EUA vão retomar negociações para ampliar lista de exceções nesta segunda-feira

Publicado 30/08/2026 • 20:05 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • De acordo com o Planalto, o governo norte-americano deseja preservar os laços comerciais entre os países.
  • O governo brasileiro classificou as cobranças como arbitrárias e infundadas, abrindo frentes de contestação na Organização Mundial do Comércio (OMC) e preparando uma resposta com base na Lei de Reciprocidade Comercial.
  • Encontro entre Márcio Elias Rosa e Jemieson Greer acontecerá da forma remota.
Tarifaço

Agência Brasil

Representantes comerciais de Brasil e Estados Unidos retomam nesta segunda-feira (31), às 14h30, as negociações virtuais sobre o tarifaço imposto pela gestão de Donald Trump a produtos brasileiros. O encontro remoto reúne o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e o representante comercial dos EUA (USTR), Jamieson Greer.

A rodada de conversas ocorre após uma articulação direta entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. Na ocasião, o governo norte-americano sinalizou a disposição de preservar vínculos comerciais bilaterais, embora a expectativa técnica para um recuo imediato seja baixa. A estratégia brasileira na mesa de diálogo consiste em pressionar pela ampliação da lista de exceções de mercadorias que escapam da sobretaxa.

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O impacto do tarifaço e a acumulação de taxas

As exportações brasileiras foram duramente impactadas por duas frentes de restrições comerciais consecutivas ordenadas por Washington:

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  • Primeira barreira (25%): Aplicada como retaliação após investigações do USTR que miraram políticas internas e práticas comerciais brasileiras, citando controvérsias envolvendo o sistema Pix, o etanol e os índices de desmatamento na Amazônia.
  • Segunda barreira (12,5%): Anunciada sob a justificativa norte-americana de supostas falhas sistêmicas no combate ao trabalho forçado nas cadeias produtivas nacionais — uma medida global que atingiu dezenas de parceiros comerciais dos EUA.

Com a sobreposição das sanções, milhares de itens industriais e agrícolas enfrentam uma taxação acumulada que chega a impressionantes 37,5%.

Diplomacia e ofensiva legal

Enquanto a diplomacia tenta mitigar os danos por meio do canal técnico com o USTR, o Palácio do Planalto adota uma postura de firmeza. O governo brasileiro classificou as cobranças como arbitrárias e infundadas, abrindo frentes de contestação na Organização Mundial do Comércio (OMC) e preparando uma resposta com base na Lei de Reciprocidade Comercial.

Autoridades do alto escalão reforçaram que, caso a via negocial não apresente avanços concretos para a desoneração dos produtos nacionais, o Brasil não hesitará em acionar instrumentos de retaliação econômica previstos na legislação de reciprocidade.

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