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Exportações brasileiras de material médico despencam para os EUA, mas Europa e América Latina diminuem o impacto
Publicado 25/09/2025 • 08:27 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 25/09/2025 • 08:27 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
As exportações brasileiras de dispositivos médicos para os Estados Unidos despencaram 30,4% em agosto, após a entrada em vigor de tarifas de 50% impostas por Washington. O setor movimentou US$ 21,2 milhões no mês, menor valor do ano para o destino norte-americano, segundo levantamento realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (ABIMO).
Entre os segmentos, aqueles com maior valor agregado foram os mais afetados: dispositivos de odontologia (-93,1%), reabilitação (-85%) e equipamentos médicos (-59,9%).
Apesar disso, houve uma compensação parcial com a expansão dos embarques para outros destinos. As vendas para a Europa cresceram 44,5% em agosto, com destaque para Espanha (+632%), França (+239%) e Suíça (+131%). Na América Latina, México (+28,3%) e Bolívia (+56,2%) também se destacaram.
No acumulado de janeiro a agosto, o setor exportou US$ 761,7 milhões, alta de 6,8% sobre 2024. Entre os itens mais vendidos estão sondas, catéteres e cânulas (+167,9%), suturas esterilizadas (+96,2%) e artigos ortopédicos (+33,6%).
Enquanto isso, as importações brasileiras do setor somaram US$ 889,7 milhões em agosto, queda de 11% frente a 2024. Mesmo assim, o acumulado do ano já chega a US$ 7,23 bilhões, com alta de 8,4%. Os EUA seguem como principal origem, mas perderam espaço em agosto para fornecedores como China, Japão, França e Reino Unido.
Segundo Paulo Henrique Fraccaro, CEO da ABIMO, o episódio ligou um alerta para a indústria nacional: “A tarifa trouxe impacto imediato e profundo, e mostrou que precisamos avançar em acordos internacionais e reciprocidade regulatória para dar competitividade ao setor”.
O movimento de redirecionar exportações dá fôlego, mas os especialistas alertam que a disputa tarifária pode encarecer o acesso a dispositivos médicos nos EUA e, ao mesmo tempo, abrir espaço para o Brasil diversificar mercados.
Para a indústria brasileira, o desafio é transformar esse reposicionamento em estratégia de longo prazo e reduzir a dependência de poucos compradores.
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