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Proprietária da Zara, Inditex sinaliza desaceleração nas vendas devido à incerteza tarifária
Publicado 11/06/2025 • 10:03 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 11/06/2025 • 10:03 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
A fast-fashion espanhola Zara passou a Nike e se tornou a marca de vestuário mais valiosa do mundo no ano de 2026.
As ações da Inditex, dona da Zara, caíram na quarta-feira (11), após a empresa registrar vendas trimestrais mais fracas do que o esperado e sinalizar um início de temporada de verão (no hemisfério Norte) mais lento do que no ano passado, em meio à incerteza econômica mais ampla.
A varejista espanhola reportou receitas de 8,27 bilhões de euros (US$ 9,44 bilhões) no primeiro trimestre fiscal, abrangendo 1º de fevereiro a 30 de abril, ligeiramente abaixo dos 8,39 bilhões de euros previstos pelos analistas da LSEG.
O lucro líquido foi de 1,3 bilhão de euros no trimestre, em comparação com os 1,32 bilhão de euros estimados pelos analistas.
As ações caíam 4,4% às 9h35, horário de Londres.
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A empresa também relatou um início mais lento nas vendas de verão (no hemisfério Norte), que aumentaram 6% em moedas constantes de 1º de maio a 9 de junho, em comparação com o crescimento de 12% no mesmo período do ano passado em moedas constantes.
A Inditex, que também detém uma série de marcas de varejo, incluindo Pull & Bear, Bershka e Massimo Dutti, é frequentemente vista como um barômetro do sentimento geral do consumidor e um indicador fundamental dos padrões de consumo.
A empresa, que considera os EUA seu segundo maior mercado depois da Espanha, afirmou que o impacto das tarifas sobre os gastos do consumidor ainda não está claro.
“O ambiente atual é difícil de prever e continuamos monitorando a situação”, disse Gorka García-Tapia Yturriaga, chefe de relações com investidores da Inditex, durante uma teleconferência de resultados.
No entanto, ele afirmou que as cadeias de suprimentos diversificadas e flexíveis da empresa ajudariam a minimizar o pior impacto. A Inditex atualmente produz a maioria de seus produtos em várias partes da Ásia, além de Espanha, Portugal, Marrocos, Turquia, Brasil e Argentina.
“Vemos oportunidades de crescimento globalmente, não apenas em um mercado”, acrescentou.
Mamta Valechha, analista de consumo discricionário da Quilter Cheviot, afirmou que os resultados de quarta-feira (11) provavelmente “alimentarão ainda mais o debate” sobre a trajetória de crescimento contínuo da empresa em meio a pressões econômicas mais amplas.
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Siga o Times | CNBC“Os pessimistas [estarão] apontando para uma normalização no crescimento da Inditex e questionando se sua avaliação pode ser justificada, enquanto os otimistas destacarão seu forte histórico e resiliência em um ambiente de varejo difícil.”
Em março, a Inditex sinalizou uma desaceleração na demanda no início do ano, que o CEO Óscar García Maceiras, na época, atribuiu à incerteza em relação às tarifas.
As ações despencaram com os comentários e atualmente permanecem em queda de cerca de 12% em relação ao pico de 4 de dezembro, na segunda-feira (09).
Os comentários foram feitos em um momento em que as vendas da Inditex aumentaram anualmente no quarto trimestre, atingindo 11,21 bilhões de dólares, atendendo às expectativas. Isso ocorreu após uma rara queda nas vendas e no lucro no terceiro trimestre, com as enchentes na Espanha impactando os gastos do consumidor.
A Inditex vem abrindo uma clara vantagem sobre a rival H&M, que registrou receitas fiscais abaixo do esperado no primeiro trimestre em março, à medida que as vendas da gigante sueca da moda continuam a cair.
As duas gigantes do varejo, no entanto, têm enfrentado dificuldades com a crescente concorrência de marcas de fast fashion de baixo custo, como a chinesa Shein e a Temu. Ainda assim, tarifas mais altas dos EUA sobre produtos chineses e o fechamento da brecha comercial “de minimis” são vistos como geradores de obstáculos significativos para as empresas disruptivas.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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