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Trump não pretende apoiar Flávio Bolsonaro como líder do Brasil, dizem fontes próximas ao governo americano
Publicado 30/10/2026 • 13:02 | Atualizado há 41 minutos
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Publicado 30/10/2026 • 13:02 | Atualizado há 41 minutos
KEY POINTS
Fotos: Casa Branca/AFP
Governo Trump não pretende apoiar Flávio Bolsonaro como líder do Brasil, apesar de ter ajudado o senador a deixar o país após as eleições.
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não pretende apoiar a declaração de Flávio Bolsonaro (PL) de que seria o legítimo “líder do Brasil”, apesar de ter ajudado o senador a deixar o país após a derrota nas eleições presidenciais.
A posição indica que o governo americano não pretende, neste momento, respaldar as ambições políticas de Flávio. A possibilidade de uma mudança de postura, porém, não está descartada.
Segundo informações da agência Reuters, que ouviu fontes próximas ao governo americano sob condição de anonimato, Trump não tem planos de apoiar a reivindicação do senador. A avaliação é que o presidente dos EUA pode estar relutante em provocar uma nova crise nas relações com o Brasil.
A postura ocorre às vésperas das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro, quando serão renovadas todas as cadeiras da Câmara dos Representantes e parte do Senado.
Trump já havia declarado a jornalistas que não pretendia se envolver no caso, embora tenha questionado o processo eleitoral brasileiro, classificando a votação como “uma vergonha”. O presidente americano também afirmou manter uma boa relação com Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito no domingo (25).
Flávio Bolsonaro foi derrotado por Lula no segundo turno das eleições presidenciais, realizado em 25 de outubro. O presidente foi reeleito com 51,77% dos votos válidos, garantindo seu quarto mandato.
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Siga o Times | CNBCApós a derrota, o senador deixou o Brasil e divulgou uma carta na qual se apresentava inicialmente como presidente eleito. Posteriormente, alterou o documento para se declarar “líder do Brasil”.
O resultado da eleição foi reconhecido pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, ainda na noite da votação.
Na segunda-feira (26), Flávio foi intimado a entregar seus passaportes em até 24 horas, no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz.
O prazo terminou sem que ele cumprisse a determinação. A Polícia Federal comunicou o descumprimento ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e cancelou os passaportes brasileiros do parlamentar em seu sistema de controle.
Na terça-feira (27), Flávio deixou o Brasil de carro, acompanhado da mulher e das duas filhas, pela região de Foz do Iguaçu (PR). A família embarcou em um jato particular no aeroporto de Cataratas del Iguazú, na Argentina, e chegou a Miami na quarta-feira (28).
O senador utilizou o passaporte italiano para ingressar na Argentina e o diplomático para entrar nos Estados Unidos. Os documentos brasileiros já haviam sido cancelados pela Polícia Federal.
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