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Tarifas dos EUA devem acelerar busca por novos mercados
Publicado 10/07/2026 • 08:00 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 10/07/2026 • 08:00 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
A tendência é que os Estados Unidos mantenham a aplicação de tarifas adicionais sobre parte das exportações brasileiras, embora alguns setores possam ser beneficiados por uma lista de exceções. A avaliação é do economista Roberto Luis Troster, partner da Troster & Associados, em entrevista nesta quinta-feira (9) ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
“Não vamos conseguir reverter tudo, mas acredito que seja possível reduzir parte dos impactos por meio de exceções para alguns setores”, afirmou.
O governo americano tem até 15 de julho para anunciar se adotará uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, após a conclusão das audiências públicas conduzidas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).
Leia também: EUA devem anunciar decisão sobre tarifas ao Brasil “muito em breve”, diz representante comercial americano
Segundo Troster, além da atuação do governo brasileiro, a pressão de empresas americanas que seriam prejudicadas pela medida poderá pesar na decisão final da administração de Donald Trump.
“O aumento das tarifas representa aumento de custos para empresas americanas e, consequentemente, mais inflação nos Estados Unidos. Esse lobby interno pode ser decisivo para ampliar a lista de exceções”, disse.
Na avaliação do economista, setores como siderurgia, aeronáutica, agronegócio e suco de laranja têm maiores chances de obter tratamento diferenciado, enquanto segmentos mais específicos podem enfrentar dificuldades para escapar das sobretaxas.
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“Produtos de nicho, como algumas frutas, tendem a ter menos espaço para negociar exceções”, observou.
Para Troster, independentemente da decisão americana, as empresas brasileiras deverão acelerar a busca por novos mercados consumidores, reduzindo a dependência dos Estados Unidos.
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Siga o Times | CNBC“O Brasil já começou esse movimento. Houve diversificação das exportações e acordos comerciais vêm ampliando oportunidades em outros mercados. A estratégia correta é não colocar todos os ovos na mesma cesta”, afirmou.
Segundo ele, o fortalecimento das relações comerciais com países da Ásia e outras regiões poderá reduzir gradualmente a participação americana na pauta exportadora brasileira.
Leia também: Prazo para tarifas dos EUA contra o Brasil entra na reta final; economista avalia impactos
O economista também criticou a inclusão do Pix entre os pontos investigados pelos Estados Unidos, argumentando que o sistema brasileiro não impede a atuação de empresas estrangeiras no mercado nacional.
“Qualquer empresa americana pode operar no Brasil se cumprir as exigências regulatórias. O Pix aumentou a eficiência dos pagamentos e nada impede que outros países desenvolvam sistemas semelhantes”, disse.
Para Troster, o sistema brasileiro se tornou uma referência internacional e não representa uma barreira à concorrência.
Leia também: O que é a balança comercial do agro entre Brasil e EUA e por que ela virou argumento contra o tarifaço?
Na reta final para a decisão do governo americano, o economista afirmou que a incerteza faz parte do ambiente de negócios, mas defendeu uma postura mais ativa do setor produtivo brasileiro diante das mudanças no comércio internacional.
“É hora de olhar para o resto do mundo de forma muito mais proativa. As empresas precisam reagir e ampliar mercados para reduzir sua exposição às mudanças de política comercial dos Estados Unidos”, concluiu.
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