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Itamaraty mapeia mais de 40 empresas americanas que pedem a exclusão das tarifas a produtos brasileiros

Publicado 09/07/2026 • 10:30 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Em documento enviado aos Estados Unidos (EUA), o Itamaraty contestou a proposta de tarifaço de 25% contra produtos do Brasil sugerida pelo Representante Comercial dos EUA (USTR).
  • O Itamaraty rastreou 43 empresas e associações comerciais americanas que pedem a exclusão de tarifas a produtos brasileiros
  • Os pedidos foram apresentados com a justificativa de que não existem alternativas produzidas no mercado americano para esses produtos.

Fabio Rodrigues Pozzebom-Agência Brasil

Em documento enviado aos Estados Unidos (EUA), o Itamaraty contestou a proposta de tarifaço de 25% contra produtos do Brasil sugerida pelo Representante Comercial dos EUA (USTR). O Itamaraty rastreou 43 empresas e associações comerciais americanas que pedem a exclusão de tarifas a produtos brasileiros, com base na investigação aberta feita pelo governo de Donald Trump, além de destacar que a medida prejudicaria as próprias empresas norte-americanas.

Os pedidos foram apresentados com a justificativa de que não existem alternativas produzidas no mercado americano para esses produtos. As entidades também afirmam que a imposição das tarifas aumentaria os custos tanto para os consumidores quanto para as indústrias dos Estados Unidos que utilizam esses itens como matéria-prima em seus processos produtivos.

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Esses argumentos fazem parte da resposta oficial encaminhada pelo governo brasileiro ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês).

“Amplas tarifas sobre produtos brasileiros imporiam custos reais à economia dos EUA”, conclui documento de 29 páginas assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

O ministro afirmou que o pedido de exclusão de produtos de quaisquer tarifas “enfatiza a ausência de substitutos nacionais e o risco de os custos serem repassados aos consumidores e indústrias dos EUA”.

“Os participantes do mercado esperam que uma ampla implementação de tarifas prejudique, em vez de promover, os interesses econômicos dos EUA”, diz o documento.

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O Brasil ainda contestou a afirmação do USTR de que o Pix discrimina empresas dos EUA; defendeu decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) usadas para sustentar suposto prejuízo às empresas estadunidenses; além de argumentar que o tarifaço, caso adotado, não vai funcionar para reverter políticas brasileiras.

Publicado em junho, o relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump sobre supostas práticas “desleais” do Brasil no comércio, baseado na Seção 301 da legislação dos EUA.

A resposta oficial do Brasil ao USTR, enviada nesta quarta-feira (1º), afirma que a tarifa proposta corre o risco de minar, em vez de incentivar, o diálogo entre os países.

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“Isso oneraria uma relação bilateral de comércio e investimento que é claramente importante para ambos os lados, ao mesmo tempo que reduziria o espaço para o diálogo mais capaz de produzir resultados práticos”, afirmou.

Para o governo brasileiro, a ameaça do tarifaço foi politizada por autoridades dos EUA mirando as eleições de outubro no Brasil, usando esse processo como forma de interferir na escolha dos eleitores brasileiros, segundo a Agência Brasil.

Leia mais: Tarifas: Brasil negocia com EUA para evitar sobretaxa de 25% até 15 de julho

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