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Teerã pede retorno ao acordo de junho; preços do petróleo sobem com nova ameaça de Trump ao Irã

Publicado 01/09/2026 • 07:01 | Atualizado há 57 minutos

KEY POINTS

  • Um navio-tanque foi atingido por três projéteis desconhecidos enquanto navegava em direção leste pelo Estreito de Ormuz na segunda (01).
  • A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã informou na segunda-feira sobre a interceptação de um drone MQ-9 dos EUA sobre o Estreito de Ormuz, na região leste do país.
  • Embora nenhum dos lados parecesse buscar o retorno a uma guerra em grande escala, ambos sinalizaram estar preparados para responder a novos ataques.
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alvo de processo envolvendo acesso antecipado a publicações no Truth Social.

Foto: Getty Images

Donald Trump foi processado por um plano da Trump Media que prevê cobrança de até US$ 100 mil por mês por acesso antecipado a publicações no Truth Social.

Os preços do petróleo aumentaram nesta terça-feira, enquanto operadores avaliavam a ameaça de uma escalada, após a retomada dos ataques militares entre Estados Unidos e Irã e novos episódios de turbulência no Estreito de Ormuz.

Um navio-tanque foi atingido por três projéteis de origem desconhecida enquanto transitava pelo Estreito de Ormuz na segunda-feira, informou a agência de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) em uma publicação nesta terça-feira, no horário da Ásia.

O navio-tanque navegava pela rota marítima ao sul, próximo à costa de Omã, segundo a UKMTO, que acrescentou que não houve registro de vítimas.

O Irã lançou um ataque contra duas bases americanas na Jordânia na segunda-feira, em retaliação ao ataque dos Estados Unidos à ilha iraniana de Larak. Forças americanas atingiram dois lançadores de foguetes iranianos na ilha de Larak no domingo, matando três pessoas, segundo relatos, e afirmaram que Teerã pretendia lançar foguetes que transportavam minas marítimas para o Estreito de Ormuz.

A pequena ilha, localizada no Estreito de Ormuz, tem sido um ponto crucial de controle militar e marítimo para as forças iranianas, ajudando-as a manter um controle firme sobre o tráfego de embarcações em uma das rotas marítimas mais importantes do mundo.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse nesta terça-feira, durante a cúpula da Organização para Cooperação de Xangai, que Teerã retribuiria imediatamente caso Washington concordasse em retomar seus compromissos previstos no acordo provisório assinado em junho, segundo a Agência de Notícias dos Estudantes Iranianos.

Leia também: Fechamento de Ormuz reduz oferta de petróleo em 4,3 milhões de barris por dia, mostra relatório AIE; Brent sobe 3,3%

A troca de hostilidades marcou a primeira vez em mais de um mês que Estados Unidos e Irã realizaram ataques um contra o outro.

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Embora nenhum dos lados parecesse buscar um retorno a uma guerra em grande escala, ambos sinalizaram estar preparados para responder a novos ataques. “Vamos atingi-los com força”, disse o presidente Donald Trump à Fox News na segunda-feira, afirmando que “haverá uma resposta” aos ataques do Irã contra bases militares americanas na região.

Analistas veem, em grande medida, o ataque dos Estados Unidos à ilha de Larak como uma tentativa de romper um impasse, e não como uma mudança de estratégia. “Ao atingir os lançadores, em vez de uma infraestrutura militar iraniana mais ampla, os Estados Unidos parecem estar punindo um comportamento específico, em vez de, pelo menos por enquanto, ampliar seus objetivos de guerra”, disse Ali Vaez, vice-diretor de programa do International Crisis Group.

“Trata-se de impor o bloqueio”, disse Jason Brodsky, diretor de políticas da United Against Nuclear Iran, acrescentando que o objetivo do governo Trump era reduzir ainda mais a capacidade de Teerã de instalar minas no Estreito de Ormuz, ao mesmo tempo em que se concentrava em medidas econômicas coercitivas à medida que se aproximam as eleições de meio de mandato.

Washington intensificou a pressão para sufocar a já combalida economia iraniana por meio de “sanções secundárias”, que punem países e empresas que compram petróleo bruto iraniano. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse na segunda-feira, à margem da reunião dos ministros das Finanças do Grupo dos 20, que o Irã estava “reagindo por meios cinéticos” porque as novas sanções estavam afetando sua economia.

Falando do Salão Oval na segunda-feira, Trump teria dito que os sistemas financeiros, as Forças Armadas e a estrutura de governo do Irã se deterioraram em grande medida. “Isso não significa que não vamos golpeá-los para ver o que acontece”, disse o presidente.

A guerra, que agora se estende por seu sétimo mês, interrompeu o fornecimento global de energia e provocou ondas de choque nos mercados financeiros mundiais. O Brent, referência internacional do petróleo, disparou para acima de US$ 90 por barril em meio à retomada das hostilidades e era negociado mais recentemente a US$ 91,99. Os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI), referência americana, avançaram 1,77%, para US$ 87,28 por barril.

“Esta é, fundamentalmente, uma disputa de resistência”, disse Brodsky, acrescentando que Trump demonstrou uma “imprevisibilidade” que deveria preocupar os iranianos e que Teerã pode reagir militarmente de forma mais agressiva à medida que a pressão econômica aumenta.

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