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França vira símbolo da crise da dívida enquanto custo de financiamento se aproxima de máxima de 2008
Publicado 31/08/2026 • 23:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 31/08/2026 • 23:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Unsplash
França vira símbolo da crise da dívida enquanto custo de financiamento se aproxima de máxima de 2008
A situação fiscal da França voltou a repercutir dentro dos mercados. O país combina crescimento fraco, dívida elevada e dificuldade política para aprovar medidas capazes de melhorar as contas públicas.
Esse cenário aumentou a preocupação dos investidores e elevou o custo de financiamento do governo francês, às vésperas de uma nova disputa em torno do orçamento de 2027.
De acordo com a CNBC, os títulos do governo francês com vencimento em 10 anos chegaram a render mais de 4,13% na semana passada, maior nível desde 2008. Na última sexta-feira (28), a taxa permanecia próxima de 4,1%.
Quanto maior o rendimento exigido pelo mercado, maior tende a ser o custo para o governo captar recursos. Por isso, o avanço dessas taxas amplia a pressão sobre as contas públicas.
A França já ultrapassou os limites fiscais estabelecidos pela União Europeia. No ano passado, o déficit público chegou a 5,1% do PIB, enquanto a dívida passou de 115% do PIB.
As regras europeias usam como referência um déficit de até 3% do PIB e uma dívida pública equivalente a 60%. Além disso, o Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que a dívida francesa chegue a cerca de 118,5% do PIB em 2026 e ultrapasse 120% em 2027.
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Siga o Times | CNBCO baixo crescimento também limita a capacidade do governo francês de melhorar a situação fiscal. A economia francesa encolheu 0,2% no primeiro trimestre em relação aos três meses anteriores.
Ao mesmo tempo, juros mais altos aumentam as despesas com a dívida e tornam qualquer ajuste ainda mais difícil. A guerra entre Estados Unidos e Irã também contribuiu para elevar os custos de financiamento em diferentes mercados.
Ainda de acordo com a análise da CNBC, as alterações na Assembleia Nacional dificultam a aprovação de reformas, cortes de gastos e mudanças tributárias. Nos últimos anos, disputas sobre o orçamento contribuíram para votos de censura, quedas de governos e trocas frequentes no cargo de primeiro-ministro.
Dessa forma, a França precisa apresentar sua proposta de orçamento para 2027 ao Parlamento até o início de outubro, e o mercado acompanha de perto se o governo conseguirá indicar uma trajetória mais sustentável para a dívida.
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A eleição presidencial de 2027 também pesa sobre os títulos franceses. Marine Le Pen aparece como favorita para assumir o lugar de Emmanuel Macron e afirmou que o governo precisa reduzir fortemente os gastos.
Ainda assim, investidores seguem demonstrando dúvidas sobre a capacidade política de qualquer novo governo promover um ajuste fiscal amplo. John Stopford, da Ninety One, afirmou à CNBC que a França se tornou um dos exemplos mais claros do problema de aumento das dívidas entre economias desenvolvidas.
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