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Fechamento de Ormuz reduz oferta de petróleo em 4,3 milhões de barris por dia, mostra relatório AIE; Brent sobe 3,3%
Publicado 31/08/2026 • 07:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 31/08/2026 • 07:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O fechamento do Estreito de Ormuz derrubou a oferta global de petróleo em 4,3 milhões de barris por dia neste ano, aponta o mais recente relatório mensal de mercado da Agência Internacional de Energia. O documento também traz queda na demanda mundial e alta recorde nas margens de refino, reflexo direto da escassez de derivados como diesel e gasolina.
Conforme o levantamento da agência, a produção global somou 101,5 milhões de barris por dia em julho, avanço de 2,4 milhões de barris frente ao mês anterior. Ainda assim, o volume ficou 6,3 milhões de barris abaixo do registrado um ano antes, com 8,3 milhões de barris por dia de produção do Golfo Pérsico ainda paralisados.
Na manhã desta segunda-feira (31), os contratos futuros do petróleo Brent, com vencimento em novembro, são negociados em alta de 3,35%, a US$ 91.03 o barril.
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Na avaliação da AIE, a retomada de hostilidades e as disrupções marítimas em julho e no início de agosto frustraram os esforços de recuperação da oferta na região. A projeção para o terceiro trimestre foi reduzida em 1,7 milhão de barris por dia em relação ao relatório anterior, e a agência estima que a oferta global recue, em média, 4,3 milhões de barris por dia ao longo de 2026, para 102 milhões de barris.
Ainda de acordo com os dados, as exportações do Golfo, incluindo rotas que driblam o Estreito de Ormuz, caíram 2,1 milhões de barris por dia, para 15 milhões de barris, depois que a passagem foi efetivamente fechada no início de julho. Ataques a embarcações e à infraestrutura de petróleo agravaram o cenário.
Os carregamentos chegaram a atingir 20 milhões de barris por dia no início de julho, mas recuaram para cerca de 12 milhões de barris nas semanas seguintes. Sem um acordo que viabilize a reabertura de Ormuz e o trânsito livre pelo Estreito de Bab el-Mandeb, a agência voltou a reduzir as estimativas de oferta para o restante do ano.
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Siga o Times | CNBCDo lado da demanda, o relatório projeta contração de 1,6 milhão de barris por dia em 2026, 510 mil barris a mais que a estimativa do mês anterior. Os cortes devem perder força ao longo do ano, saindo de 4,9 milhões de barris por dia no segundo trimestre para 2,8 milhões no terceiro, antes de um retorno ao crescimento no último trimestre.
Fatores como o fechamento prolongado de Ormuz e os preços elevados dos combustíveis continuam pressionando o consumo global, na leitura da agência. Para 2027, a expectativa é de recuperação, com expansão de 2,4 milhões de barris por dia.
Em julho, os preços do petróleo operaram em uma faixa de quase 40 dólares por barril, movimento atribuído a decisões geopolíticas repentinas. O rompimento do cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos, firmado em meados de junho, reverteu a recuperação da oferta do Golfo e levou os preços a saltar para até 105 dólares o barril na quinta-feira (23).
O petróleo tipo Brent do Mar do Norte subiu 25,67 dólares no mês, encerrando julho cotado a 96,80 dólares, patamar que recuou para cerca de 92 dólares nos dias seguintes. As margens de refino, por sua vez, seguiram em alta em agosto, com novos recordes registrados na Europa.
Com a queda nas exportações do Golfo e do Cáspio, os estoques globais observados de petróleo recuaram 69 milhões de barris em julho. Ao fim do mês, o volume total ficou abaixo de 7,9 bilhões de barris pela primeira vez desde abril de 2025.
Entre o fim de fevereiro e o fim de julho, os cortes acumulados nos estoques somaram 410 milhões de barris, média de 2,7 milhões de barris por dia. O déficit no balanço global de petróleo no terceiro trimestre deve chegar a 1,8 milhão de barris por dia, mais que o dobro da estimativa apresentada no relatório anterior.
As exportações de diesel provenientes da Rússia, do Oriente Médio e da Ásia caíram 1,3 milhão de barris por dia na comparação anual, o equivalente a 20% do comércio marítimo global do combustível. As vendas externas de querosene de aviação dessas mesmas regiões recuaram cerca de 670 mil barris por dia, ou 34% do volume negociado no mundo.
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