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Transição no Fed reúne Powell e Warsh e coloca política de juros sob tensão
Publicado 30/04/2026 • 23:30 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 30/04/2026 • 23:30 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Quando o Federal Open Market Committee (FOMC) se reunir novamente em meados de junho, o encontro marcará uma situação inédita em quase 80 anos: a convivência simultânea entre um presidente em exercício e seu sucessor na condução da política monetária dos Estados Unidos. O momento ocorre em meio a um cenário sensível para o Federal Reserve, com desafios econômicos e pressões políticas em curso.
Apesar do potencial de confronto, a expectativa é de um ambiente menos conflituoso do que o cenário sugere, ainda que com decisões de grande impacto. A reunião reunirá o atual presidente, Jerome Powell, e o futuro dirigente, Kevin Warsh, em um contexto que exige alinhamento institucional.
“Ambos poderão interagir, assim como o restante do comitê, embora reconheça que pode ser desafiador”, afirmou Loretta Mester, ex-presidente do Fed de Cleveland. “Todos sabem qual é a missão do Fed, e estou confiante de que isso guiará as decisões”, acrescentou.
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Mesmo com a tradição de colegialidade do Fed, o cenário abre espaço para possíveis tensões. A presença simultânea de duas lideranças pode gerar posições divergentes, ainda que de forma sutil, enquanto o mercado acompanha os próximos passos da política monetária.
O próprio Kevin Warsh já defendeu uma mudança de rumo na instituição, ao pedir uma espécie de “mudança de regime”, em crítica à gestão de Powell. Além disso, o presidente Donald Trump, responsável pela indicação de ambos, tem pressionado por redução das taxas de juros.
O ambiente interno já demonstrou sinais de divisão. Na última reunião, o comunicado final registrou quatro dissidências, reflexo de discordâncias sobre a interpretação de possíveis sinais de flexibilização monetária.
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Dados recentes reforçam a cautela na condução da política monetária. A inflação núcleo atingiu 3,2% em março, ainda acima da meta de 2% do Fed, pressionada por fatores como a guerra no Irã, o impacto nos preços do petróleo e efeitos de tarifas comerciais.
Ao mesmo tempo, o mercado de trabalho segue resiliente. Os pedidos semanais de seguro-desemprego caíram ao menor nível desde setembro de 1969, indicando estabilidade no emprego e reduzindo a urgência por estímulos monetários.
Para Loretta Mester, esse cenário dificulta mudanças rápidas na taxa de juros. “Kevin Warsh não conseguirá convencer os colegas de que este é o momento para cortar juros”, avaliou. “Ele também vai querer analisar melhor a economia antes de defender qualquer mudança”, completou.
O ambiente político adiciona complexidade ao cenário. Para Joseph Brusuelas, economista-chefe da RSM, qualquer pressão por cortes de juros pode gerar reação interna mais forte. “Qualquer tentativa de pressionar o Fed por motivos políticos encontrará resistência significativa”, afirmou.
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Segundo ele, o momento reflete um teste à independência da instituição. “Isso é o que acontece quando há um ataque à autonomia do banco central”, disse. Ainda assim, Brusuelas não espera um rompimento direto entre as lideranças, embora veja possibilidade de Powell atuar como voto decisivo em eventuais decisões.
Ao anunciar que permanecerá no Fed após deixar a presidência em maio, Jerome Powell buscou minimizar a percepção de conflito. Ele afirmou que não pretende atuar como um “presidente sombra” nem se tornar uma voz dissidente de destaque.
“Pretendo manter um perfil discreto como diretor. Só existe um presidente”, declarou. “Não tenho interesse em ser uma figura de oposição interna”, acrescentou.
Powell também afirmou confiar na liderança de Kevin Warsh, destacando que a transição deve ocorrer de forma natural. “Este será um processo normal de transição”, concluiu.
Ex-vice-presidente do Fed, Roger Ferguson compartilha dessa visão e acredita que Powell cumprirá esse papel institucional, embora ressalte os desafios à frente. Segundo ele, Warsh terá de “caminhar com cuidado”, já que ainda não conta com apoio suficiente para mudanças imediatas na política de juros.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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