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Conexão Global: O impacto das decisões de juros no Brasil e EUA

Publicado 30/04/2026 • 19:35 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A “Super Quarta” trouxe decisões distintas de política monetária: o Federal Reserve manteve juros entre 3,5% e 3,75%, enquanto o Banco Central do Brasil reduziu a Selic para 14,30%, em um movimento cauteloso diante do cenário global.
  • Mesmo com a queda da Selic, a renda fixa brasileira continua atrativa, especialmente quando combinada com ativos indexados ao CDI e à inflação, em meio a um ambiente de incerteza econômica.
  • A diversificação internacional ganha destaque como estratégia essencial, permitindo acesso a mercados globais, proteção cambial e maior equilíbrio das carteiras de investimento.

A decisão coordenada das taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos, na chamada “Super Quarta”, reforçou a necessidade de cautela e diversificação inteligente nos portfólios. Enquanto o Federal Reserve optou pela manutenção da taxa entre 3,5% e 3,75% devido à resiliência da economia americana e incertezas geopolíticas, o Banco Central do Brasil reduziu a Selic para 14,30%. “Foi um corte de 0,25%, mas com bastante cautela, explica Arley Matos, head de advisory e estratégia de distribuição do Santander, durante o quadro Conexão Global.

“O mercado já aguardava essas decisões, que agora exigem que o investidor combine estratégias de blindagem com o aproveitamento das oscilações de ativos como câmbio e bolsa”, analisou em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

Apesar da queda da Selic, o especialista do Santander afirmou que a renda fixa brasileira segue atrativa e deve ser combinada com instrumentos de proteção contra a inflação. Ele destacou que a renda fixa a 14,5% ao ano ainda tem grande relevância, recomendando que o investidor mantenha parte da carteira em produtos atrelados ao CDI e complemente a estratégia com títulos indexados à inflação, que, segundo ele, oferecem taxas prefixadas bastante atrativas em razão do cenário de incerteza global.

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“Mais do que olhar para o índice, o investidor deve focar em empresas e setores específicos. É um momento de buscar informações e contar com especialistas para entender quais estratégias de bolsa fazem sentido para o seu perfil e objetivos de longo prazo”, recomendou.

O executivo ressaltou ainda que a internacionalização dos investimentos tornou-se essencial para reduzir riscos e acessar teses inexistentes no mercado doméstico. “Ter uma visão global permite acessar mercados dinâmicos e dolarizar parte do patrimônio. No Santander, conectamos nossos analistas e gestores em várias geografias para enriquecer as decisões de alocação, seja via fundos multimercados ou abertura de contas no exterior”.

Por fim, ele observou que o investidor brasileiro tem buscado alternativas internacionais com mais frequência graças à facilidade de acesso atual. “A evolução do mercado facilitou esse caminho. O investidor percebeu que a performance de ativos no exterior funciona como uma excelente complementariedade para a carteira, gerando proteção e atratividade em momentos de volatilidade”, concluiu.

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