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Trump afirma que reabertura do Estreito de Ormuz será anunciada em breve
Publicado 23/05/2026 • 18:03 | Atualizado há 3 semanas
Publicado 23/05/2026 • 18:03 | Atualizado há 3 semanas
KEY POINTS
Trump afirmou que os EUA irão “responder”, após acusar o Irã de derrubar um helicóptero Apache que fazia patrulha sobre o Estreito de Ormuz.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump passou este sábado em meio a uma escalada de tensão diplomática envolvendo o Irã, alternando sinais de pressão militar e avanço nas negociações, até publicar no fim do dia que um acordo de paz “está amplamente negociado” e próximo da conclusão.
O movimento reforça o vai e vem das últimas horas envolvendo ameaças militares, negociações de bastidores e pressão internacional para evitar uma escalada ainda maior no Oriente Médio, região que concentra uma das principais rotas globais de petróleo.
Na publicação, Trump afirmou ter conversado diretamente com lideranças da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Paquistão, Turquia, Egito, Jordânia e Bahrein sobre um “memorando de entendimento sobre a paz” envolvendo os Estados Unidos e a República Islâmica do Irã.
Segundo o presidente americano, os “detalhes finais” do acordo seguem em discussão e devem ser anunciados em breve. Trump também afirmou que falou com Netanyahu e classificou a conversa como “muito produtiva”.
Estou no Salão Oval da Casa Branca, onde acabamos de ter uma excelente conversa com o presidente Mohammed bin Salman Al Saud, da Arábia Saudita; Mohammed bin Zayed Al Nahyan, dos Emirados Árabes Unidos; o emir Tamim bin Hamad bin Khalifa Al Thani; o primeiro-ministro Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim bin Jaber Al Thani; e o ministro Ali al-Thawadi, do Catar; o marechal Syed Asim Munir Ahmed Shah, do Paquistão; o presidente Recep Tayyip Erdoğan, da Turquia; o presidente Abdel Fattah El-Sisi, do Egito; o rei Abdullah II, da Jordânia; e o rei Hamad bin Isa Al Khalifa, do Bahrein, sobre a República Islâmica do Irã e todos os assuntos relacionados a um Memorando de Entendimento voltado para a PAZ.
Um acordo foi amplamente negociado, sujeito à finalização, entre os Estados Unidos da América, a República Islâmica do Irã e os diversos outros países mencionados.
Separadamente, conversei com o primeiro-ministro Bibi Netanyahu, de Israel, e a conversa também transcorreu muito bem.
Os aspectos e detalhes finais do acordo estão sendo discutidos neste momento e serão anunciados em breve.
Além de muitos outros elementos do acordo, o Estreito de Ormuz será reaberto.
Obrigado pela atenção a este assunto!
Presidente DONALD J. TRUMP
O ponto que mais chamou atenção do mercado internacional foi a menção direta ao Estreito de Ormuz, passagem marítima estratégica para o transporte global de petróleo e gás natural. Trump disse que a rota será reaberta dentro do acordo.
O estreito se tornou um dos principais focos de tensão desde o agravamento do conflito entre EUA, Israel e Irã. Cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo passa pela região, o que elevou os temores sobre inflação global, pressão nos combustíveis e impactos sobre juros nos Estados Unidos.
Ao longo do sábado, os sinais emitidos pela Casa Branca oscilaram entre diplomacia e endurecimento. Mais cedo, veículos internacionais informaram que mediadores acreditavam estar próximos de um entendimento para ampliar o cessar-fogo por 60 dias e criar uma estrutura para negociações nucleares entre Washington e Teerã.
Segundo informações publicadas pelo jornal Financial Times, o possível acordo incluiria:
Ao mesmo tempo, Trump manteve o discurso de pressão máxima sobre o regime iraniano. Nos últimos dias, o presidente chegou a afirmar que poderia decidir “até domingo” sobre uma possível retomada da ofensiva militar caso não houvesse avanço concreto nas negociações.
A estratégia da Casa Branca tem combinado pressão militar, articulação diplomática e uso político das alianças regionais para tentar forçar Teerã a aceitar condições mais rígidas relacionadas ao programa nuclear iraniano.
Um dos principais impasses segue sendo a exigência americana para que o Irã entregue seu estoque de urânio enriquecido e abandone permanentemente qualquer capacidade de produzir armas nucleares.
Siga o Times Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Seguir no GoogleEnquanto isso, autoridades iranianas seguem demonstrando desconfiança em relação aos Estados Unidos. O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou neste sábado que os dois lados continuam “muito longe e muito perto” de um acordo ao mesmo tempo.
A crise também segue no radar dos mercados financeiros. O temor de interrupções no fluxo global de energia elevou a volatilidade do petróleo nas últimas semanas e aumentou preocupações sobre inflação nos EUA, justamente em um momento em que investidores acompanham os próximos passos do Federal Reserve, o banco central americano.
O cessar-fogo entre EUA e Irã está em vigor desde 8 de abril, mas segue sendo considerado frágil por analistas internacionais diante das sucessivas ameaças, escaramuças militares e disputas envolvendo o controle do Estreito de Ormuz.
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