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Trump afirma que seria “sábio” que Maduro deixasse o poder
Publicado 22/12/2025 • 21:52 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 22/12/2025 • 21:52 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
Andrew Caballero-Reynolds / AFP
Em um alerta claro, Donald Trump afirmou nesta segunda-feira (22) que seria “sábio” para o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, deixar o poder, no momento em que os Estados Unidos intensificam a pressão sobre Caracas.
Paralelamente, a Venezuela recebeu apoio enfático da Rússia, às vésperas de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU dedicada à crise entre Washington e Caracas.
Ao ser questionado por um jornalista se o objetivo de Washington era forçar Maduro a abandonar o cargo, o presidente americano respondeu: “Cabe a ele decidir o que quer fazer. Acho que seria sábio da parte dele. Mas, repito, veremos”.
“Ele pode fazer o que quiser. O que quer que ele faça, não nos incomoda. Se ele quiser tentar algo, se quiser bancar o durão, será a última vez que poderá bancar o durão”, acrescentou Trump durante uma coletiva de imprensa na Flórida para apresentar um novo modelo de navio de guerra.
O presidente americano destacou ainda que os Estados Unidos mobilizaram uma “gigantesca armada” no Caribe.
Leia mais:
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“Ele deve sair”
Trump reiterou as acusações de que a Venezuela teria feito “coisas horríveis aos Estados Unidos”, enviando ao país “seus criminosos, prisioneiros, traficantes de drogas, doentes mentais e incompetentes, mais do que para qualquer outro país”.
Pouco antes, a secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, declarou à rede Fox News: “Não estamos apenas interceptando esses navios; também estamos enviando uma mensagem ao mundo de que as atividades ilegais praticadas por Maduro são intoleráveis e que ele deve sair”.
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Siga o Times | CNBCRecentemente, os EUA anunciaram a implementação de um bloqueio naval ao redor da Venezuela contra petroleiros que consideram estar sob sanções. Duas embarcações suspeitas de transportar petróleo venezuelano já foram apreendidas.
Uma terceira embarcação, identificada pela mídia americana como Bella 1 — alvo de sanções dos EUA desde 2024 por supostos vínculos com o Irã e com o grupo xiita libanês Hezbollah —, foi perseguida no domingo, mas não foi capturada.
Os Estados Unidos também reuniram uma frota de navios de guerra no Caribe, incluindo o maior porta-aviões do mundo. Além disso, as forças americanas conduziram uma série de ataques contra barcos suspeitos de tráfico de drogas no Caribe e no leste do Pacífico, deixando pelo menos 104 mortos.
Apoio russo
O chanceler venezuelano, Yván Gil, anunciou nesta segunda-feira que manteve uma conversa telefônica com o seu homólogo russo, Sergey Lavrov. Segundo Gil, os dois analisaram “as agressões e as violações flagrantes do Direito Internacional perpetradas no Caribe”, citando “ataques contra embarcações, execuções extrajudiciais e atos ilícitos de pirataria cometidos pelo governo dos Estados Unidos”.
Moscou, por sua vez, divulgou um comunicado informando que os ministros “expressaram profunda preocupação com a escalada das ações de Washington”. “A parte russa reafirmou seu total apoio e solidariedade” com a Venezuela.
O presidente Nicolás Maduro, de orientação socialista, é um aliado fiel de Vladimir Putin, a quem apoiou desde os primeiros dias da ofensiva militar russa na Ucrânia.
Em carta enviada aos membros do Conselho de Segurança da ONU, tornada pública na terça-feira, Maduro afirmou que a “pirataria de Estado” praticada pelos Estados Unidos “constitui uma ameaça direta à ordem jurídica internacional e à segurança mundial”.
Os Estados Unidos acusam a Venezuela de utilizar o petróleo, seu principal recurso, para financiar o “narcoterrorismo, o tráfico de pessoas, assassinatos e sequestros”. Caracas nega qualquer envolvimento com o narcotráfico e sustenta que Washington busca derrubar Maduro para se apropriar das reservas de petróleo do país, as maiores do planeta.
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