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Payroll: EUA criaram 57 mil empregos em junho, abaixo da expectativa; desemprego cai para 4,2%

Publicado 02/07/2026 • 09:41 | Atualizado há 57 minutos

KEY POINTS

  • Emprego nos Estados Unidos cria 57 mil vagas em junho, menos da metade do esperado pelo mercado
  • Taxa de desemprego recua a 4,2% em junho, abaixo da estabilidade em 4,3% prevista por analistas
  • Setor de lazer e hotelaria perde 61 mil vagas em junho, enquanto saúde e serviços seguem em alta
Payroll ADP Emprego

Payroll Pessoas caminham pela Times Square, na cidade de Nova York, em 9 de abril de 2025.

Angela Weiss | Afp | Getty Images (Reprodução CNBC Internacional)

O payroll americano somou 57 mil vagas de emprego abertas em junho, número bem abaixo do esperado pelo mercado. A projeção do consenso da Dow Jones apontava para 115 mil novos postos, mais do que o dobro do resultado divulgado pelo Bureau of Labor Statistics (BLS), órgão do governo americano responsável pelas estatísticas do mercado de trabalho.

A taxa de desemprego, por sua vez, surpreendeu na direção contrária e caiu a 4,2%, abaixo da estabilidade em 4,3% projetada pelos analistas consultados pela Dow Jones. Segundo o relatório, divulgado nesta quinta-feira (2), o resultado do payroll ficou também distante da média mensal dos últimos doze meses, de 36 mil novas vagas.

O levantamento aponta que o emprego seguiu em alta em serviços profissionais e empresariais, assistência social e saúde, enquanto o setor de lazer e hotelaria perdeu postos de trabalho no mês.

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Desemprego por grupo

O número de pessoas desempregadas somou 7,1 milhões em junho, com pouca variação no mês e também na comparação anual. Entre os principais grupos, a taxa de desemprego permaneceu estável para homens adultos, em 3,9%, e para mulheres adultas, em 3,7%.

Já entre adolescentes, o índice ficou em 14,6%. Por raça e etnia, a taxa foi de 3,6% para brancos, 6,6% para negros, 3,9% para asiáticos e 5,2% para hispânicos.

O número de desempregados de longo prazo, aqueles sem trabalho há 27 semanas ou mais, somou 1,9 milhão em junho, alta de 286 mil na comparação com o mesmo período do ano anterior. Esse grupo respondeu por 27,3% do total de desempregados no mês.

Participação da força de trabalho recua

A taxa de participação da força de trabalho caiu 0,3 ponto percentual em junho, para 61,5%. Já a relação entre emprego e população total recuou 0,2 ponto percentual, para 59,0%.

O relatório também mostra que 4,7 milhões de pessoas trabalhavam em regime parcial por razões econômicas em junho, número estável no mês. Esses trabalhadores preferiam empregos em tempo integral, mas tiveram a carga horária reduzida ou não encontraram vagas de tempo integral.

Além disso, 6 milhões de pessoas fora da força de trabalho declararam querer um emprego em junho. Esse grupo não é contabilizado como desempregado porque não buscou trabalho ativamente nas quatro semanas anteriores à pesquisa ou não estava disponível para assumir um posto.

Dentro desse grupo, 1,8 milhão de pessoas eram consideradas marginalmente vinculadas à força de trabalho, ou seja, queriam e estavam disponíveis para trabalhar e haviam procurado emprego nos doze meses anteriores, mas não nas quatro semanas que antecederam o levantamento. O número de trabalhadores desalentados, que acreditavam não haver vagas disponíveis para eles, ficou em 477 mil.

Setores que mais geraram vagas no payroll

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Os serviços profissionais e empresariais somaram 36 mil novas vagas em junho e acumulam 172 mil postos criados desde outubro de 2025, quando o setor registrou o ponto mais baixo recente.

A assistência social adicionou 25 mil vagas, a maior parte em serviços individuais e familiares, com 17 mil postos. Nos últimos doze meses, o setor havia criado em média 16 mil vagas por mês.

Já a saúde manteve a trajetória de alta, com 22 mil novas vagas, ritmo mais lento que a média mensal dos últimos doze meses, de 38 mil postos. Os hospitais somaram 9 mil vagas no mês.

Por outro lado, o setor de lazer e hotelaria perdeu 61 mil postos de trabalho em junho, refletindo contratação sazonal mais fraca que o normal. No acumulado de 2026, o setor mostra pouca variação líquida no emprego.

Os demais setores, como mineração e extração de petróleo e gás, construção, indústria, comércio atacadista, comércio varejista, transporte e armazenagem, informação, atividades financeiras, outros serviços e governo, mostraram pouca ou nenhuma variação no mês.

Salários sobem 0,3% em junho

O salário médio por hora de todos os trabalhadores do setor privado não agrícola subiu 13 centavos, ou 0,3%, para 37,64 dólares em junho. No acumulado de doze meses, o ganho médio por hora avançou 3,5%.

Entre trabalhadores de produção e não supervisão do setor privado, o salário médio por hora subiu 7 centavos, ou 0,2%, para 32,38 dólares.

A jornada média semanal de todos os trabalhadores do setor privado não agrícola ficou estável em 34,3 horas em junho. Na indústria, a jornada média recuou para 40,3 horas, enquanto as horas extras subiram para 3,2 horas. Já a jornada média dos trabalhadores de produção e não supervisão caiu 0,1 hora, para 33,7 horas.

Revisões dos meses anteriores no payroll

O relatório trouxe ainda revisão para baixo nos números de abril e maio. A criação de vagas em abril foi revisada de 179 mil para 148 mil, queda de 31 mil postos. Em maio, a revisão foi de 172 mil para 129 mil vagas, recuo de 43 mil postos.

Com as revisões, o total de vagas criadas em abril e maio somado ficou 74 mil abaixo do informado anteriormente pelo Bureau of Labor Statistics.

O próximo relatório de payroll, referente a julho de 2026, será divulgado em 7 de agosto. Já a revisão preliminar do benchmark anual da pesquisa estabelecimento está prevista para 28 de agosto de 2026.

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