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Trump ataca críticos e diz que Irã “quer muito um acordo” enquanto EUA e Irã retomam ataques

Publicado 01/06/2026 • 10:51 | Atualizado há 16 minutos

KEY POINTS

  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou seus críticos nesta segunda-feira (01) enquanto um possível acordo com o Irã continua distante.
  • Trump afirmou que Teerã “realmente quer fechar um acordo” e que ele será benéfico para os EUA e seus aliados.
  • As declarações foram feitas em meio à retomada dos ataques aéreos entre os dois países durante o fim de semana.

As declarações foram feitas em meio à retomada dos ataques aéreos entre os dois países durante o fim de semana.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou seus críticos nesta segunda-feira (01) enquanto um possível acordo com o Irã continua distante, afirmando que Teerã “realmente quer fechar um acordo” e que ele será benéfico para os EUA e seus aliados.

As declarações foram feitas em meio à retomada dos ataques aéreos entre os dois países durante o fim de semana. Ambos os lados afirmaram ter atingido alvos militares próximos ao estratégico Estreito de Ormuz, rota marítima por onde normalmente passa cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente.

“O Irã realmente quer fazer um acordo, e ele será bom para os Estados Unidos e para aqueles que estão conosco”, escreveu Trump em publicação na rede Truth Social.

O presidente também reclamou das críticas recebidas tanto de democratas quanto de integrantes de seu próprio partido.

Leia também: Trump diz que acordo com Irã depende de veto a armas nucleares

“Mas será que os ‘Dumocrats’ [termo pejorativo usado por Trump para se referir aos democratas] e vários republicanos aparentemente antipatrióticos não entendem que fica MUITO mais difícil para mim fazer meu trabalho adequadamente e negociar quando oportunistas políticos ficam repetidamente dizendo, em níveis nunca vistos antes, que eu deveria agir mais rápido, mais devagar, entrar em guerra, não entrar em guerra ou qualquer outra coisa?”, escreveu.

“Sentem-se e relaxem, tudo vai acabar dando certo no final. Sempre dá!”, acrescentou.

Exigências do Irã

O Irã afirmou que qualquer acordo para encerrar a guerra precisa incluir garantias de cessar-fogo no Líbano, em meio à ampliação da ofensiva terrestre de Israel contra o Hezbollah, grupo apoiado por Teerã.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, celebrou durante o fim de semana a captura do estratégico Castelo de Beaufort, no sul do Líbano.

Já o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou nesta segunda-feira que Estados Unidos e Israel seriam responsáveis pelas consequências de qualquer violação do cessar-fogo.

“O cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos é, de forma inequívoca, um cessar-fogo em todas as frentes, incluindo o Líbano. Sua violação em uma frente representa a violação do cessar-fogo em todas as frentes”, escreveu Araghchi na rede social X.

O Comando Central dos EUA informou ter realizado ataques “em legítima defesa” contra radares iranianos e centros de comando e controle de drones nas regiões de Goruk e da Ilha de Qeshm. Em resposta, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou ter atacado uma base aérea utilizada pelos Estados Unidos.

Leia também: Irã diz não confiar nos EUA enquanto Trump endurece termos

Mudanças nas negociações

Uma reportagem do Axios publicada no sábado informou que Trump solicitou diversas alterações nos termos mais recentes negociados entre seus enviados e autoridades iranianas.

Segundo a publicação, que cita duas autoridades americanas não identificadas, as mudanças propostas envolvem principalmente questões relacionadas ao material nuclear iraniano. A CNBC informou não ter conseguido verificar a informação de forma independente.

Enquanto isso, o Kuwait anunciou nesta segunda-feira que seus sistemas de defesa aérea interceptaram ataques com mísseis e drones. Em comunicado divulgado nas redes sociais, o Ministério das Relações Exteriores do país condenou as ações iranianas, classificando-as como “uma escalada perigosa” para a segurança regional e afirmando que elas prejudicam os esforços para reduzir as tensões no Oriente Médio.

Trump tem afirmado repetidamente que Washington e Teerã estão próximos de um acordo desde a entrada em vigor de um cessar-fogo no início de abril. No entanto, as negociações mostraram poucos avanços nas últimas semanas.

Petróleo sobe

Os preços do petróleo avançaram na manhã desta segunda-feira.

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O barril do petróleo Brent, referência internacional, para entrega em agosto, subiu 3%, para US$ 93,91, reduzindo ganhos maiores observados anteriormente. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, para entrega em julho, avançou 3,6%, para US$ 90,51 por barril.

Apesar da alta do dia, os dois contratos registraram fortes perdas na semana passada. O Brent acumulou queda de 11,1%, enquanto o WTI recuou 9,6%, marcando o pior desempenho semanal de ambos desde meados de abril.

Leia também: Trump diz não ter pressa por acordo, e EUA e Irã seguem sem solução para a guerra

Mercado ainda vê riscos

Para o economista Guntram Wolff, pesquisador sênior do centro de estudos econômicos Bruegel, sediado em Bruxelas, os investidores estão excessivamente otimistas quanto à possibilidade de uma solução diplomática.

“O problema é que há muito tempo ouvimos promessas de um bom acordo e já se passaram mais de 90 dias”, afirmou Wolff à CNBC.

Segundo ele, embora negociações complexas exijam tempo, os fatores centrais da crise permanecem inalterados.

“Os fundamentos não mudaram. O Irã continua tendo capacidade significativa para causar danos, ainda pode controlar o Estreito de Ormuz e continua possuindo material nuclear enriquecido. Portanto, os elementos centrais da situação permanecem os mesmos”, concluiu.

Leia mais: Trump devolve proposta do Irã com mais exigências e prolonga negociações

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