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Trump e Xi reforçam tom amistoso em jantar na Casa Branca com a presença de autoridades e executivos de tecnologia
Publicado 24/09/2026 • 21:46 | Atualizado há 41 minutos
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Publicado 24/09/2026 • 21:46 | Atualizado há 41 minutos
KEY POINTS
Reprodução White House
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu nesta quinta-feira (24) o presidente da China, Xi Jinping, para um jantar de Estado na Casa Branca, em Washington.
O encontro reuniu autoridades americanas, familiares dos dois líderes e executivos de algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo, em meio às discussões entre Washington e Pequim sobre comércio, inteligência artificial e segurança.
Entre os convidados estavam Elon Musk, Sam Altman, Jeff Bezos, Sundar Pichai, Jensen Huang, Tim Cook e Michael Dell, além da presidente-executiva do Citigroup, Jane Fraser. Também participaram os ministros da Suprema Corte americana Amy Coney Barrett e Brett Kavanaugh, além do presidente da Corte, John Roberts.
Durante o discurso, Trump afirmou que os dois países estavam celebrando sua “longa história” e fez referências à trajetória das relações entre americanos e chineses.
O presidente americano também deixou o roteiro oficial por alguns instantes para comentar a construção do novo salão de eventos da Casa Branca. Trump afirmou que gostaria de mostrar o espaço a Xi e lamentou que a obra ainda não estivesse concluída para receber o jantar.
Ao falar sobre sua relação com o presidente chinês, Trump afirmou que os dois “nunca se deram tão bem”.
A declaração ocorreu após aproximadamente três horas de reunião entre os dois líderes na Casa Branca. As conversas fizeram parte da visita de Estado de Xi aos Estados Unidos, a primeira do presidente chinês à sede do governo americano em mais de uma década.
Durante o jantar, Trump entregou a Xi uma grande estátua de uma águia-careca, símbolo nacional dos Estados Unidos. Segundo o presidente americano, a peça tem aproximadamente 90 centímetros de altura e foi criada por um artista americano em colaboração com ele e a primeira-dama, Melania Trump.
“A águia-careca é um símbolo nacional dos Estados Unidos e uma representação do espírito livre e elevado da América”, afirmou Trump.
Em seguida, o presidente americano disse esperar que a peça encontre um espaço de destaque em Pequim.
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Siga o Times | CNBCXi também recorreu à história das relações entre os dois países em seu discurso. O presidente chinês citou o interesse de George Washington por porcelanas chinesas e relembrou a chamada “diplomacia do pingue-pongue”, estratégia que contribuiu para a aproximação entre Washington e Pequim durante o governo de Richard Nixon.
Em seus comentários públicos, Xi adotou um tom menos pessoal do que Trump e enfatizou questões relacionadas à relação estratégica entre os dois países.
O presidente chinês afirmou que os interesses de China e Estados Unidos estão profundamente interligados e defendeu que os dois países evitem a chamada “armadilha de Tucídides”, conceito utilizado para descrever o risco de conflito entre uma potência estabelecida e outra em ascensão.
A presença de executivos de tecnologia ocorreu em um momento em que a inteligência artificial se tornou um dos principais pontos de competição econômica e estratégica entre Estados Unidos e China.
A lista de convidados incluiu executivos de empresas envolvidas diretamente no desenvolvimento de chips, sistemas de inteligência artificial, plataformas digitais e infraestrutura tecnológica. Entre eles estavam Jensen Huang, da Nvidia; Sundar Pichai, do Google; Tim Cook, da Apple; Sam Altman, da OpenAI; Elon Musk e Jeff Bezos.
Além da IA, tecnologia integra o conjunto de temas estratégicos que cercam as relações entre Washington e Pequim, ao lado de comércio, Taiwan, minerais críticos e segurança.
O jantar ocorreu enquanto os dois países administram uma trégua comercial considerada frágil. Segundo as informações fornecidas, Estados Unidos e China haviam concordado em ampliar por dois meses a duração da atual trégua comercial, que passaria a vigorar até 10 de janeiro.
A extensão ocorre em meio a negociações sobre tarifas e acesso de empresas chinesas ao mercado americano.
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