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Trump exige demissão na Netflix em meio à disputa pela compra da Warner

Publicado 22/02/2026 • 14:50 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Donald Trump pediu que a Netflix demita a conselheira Susan Rice após declarações críticas feitas por ela em um podcast.
  • A fala ocorre em meio à análise do Departamento de Justiça dos EUA sobre a proposta de compra da Warner Bros. Discovery pela Netflix.
  • O acordo de US$ 72 bilhões enfrenta análise antitruste, enquanto a Paramount Skydance apresentou oferta hostil concorrente.
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Foto: JONATHAN ERNST

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu publicamente que a Netflix demita a conselheira Susan Rice. A declaração veio após Rice afirmar que empresas que se alinharam politicamente ao republicano poderão ser responsabilizadas caso os democratas voltem ao poder.

Em publicação na rede Truth Social neste sábado (21), Trump afirmou que a plataforma de streaming deveria afastar Rice do conselho de administração ou “arcar com as consequências”. Ele classificou a ex-chefe de política doméstica de Joe Biden como “apenas uma militante política” e afirmou que “o poder dela acabou e nunca mais vai voltar”.

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Rice, que integra o conselho da Netflix desde 2023 afirmou em um podcast na semana passada que empresas que “se curvarem” a Trump poderão ser responsabilizadas no futuro.

“Provavelmente vai haver uma virada para o outro lado, e eles vão ser responsabilizados por quem entrar em oposição ao Trump e ganhar nas urnas”, disse Rice ao ex-promotor federal Preet Bharara.

Ela acrescentou que, caso os democratas voltem ao poder, não haverá complacência com corporações que tenham demitido funcionários ou flexibilizado políticas em resposta a pressões políticas.

A ofensiva de Trump ocorre enquanto a Netflix tenta avançar na aquisição da Warner Bros, em um acordo estimado em US$ 72 bilhões. A proposta exclui os canais de TV por assinatura do grupo, incluindo a CNN.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos está analisando a operação sob a ótica concorrencial. Segundo o Wall Street Journal, o órgão avalia se a fusão pode prejudicar a competição e também questiona como aquisições anteriores da Netflix impactaram o mercado de talentos criativos.

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A Bloomberg informou ainda que a agência examina se a empresa adota práticas anticompetitivas nas negociações com criadores independentes de conteúdo.

Em meio à disputa, a Paramount Skydance apresentou uma oferta hostil para adquirir toda a WB, prometendo US$ 30 por ação em dinheiro aos acionistas.

Procuradas pela CNBC, Netflix e Casa Branca não se manifestaram.

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Amanda Souza

Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.

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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.

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