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Trump sanciona pacote contra Rússia e pode aplicar tarifas de até 100% a países que compram petróleo russo
Publicado 19/09/2026 • 11:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 19/09/2026 • 11:30 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: AFP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sancionou nesta sexta-feira (18) uma lei que amplia as sanções contra a Rússia e dá ao governo americano novos poderes para pressionar países que continuam comprando petróleo e gás russos.
A legislação permite a aplicação de tarifas de até 100% sobre produtos importados de determinados países, mas a medida não entra automaticamente em vigor para os compradores de energia russa.
A chamada Lindsey O. Graham Sanctioning Russia and Iran Act of 2026 recebeu aprovação do Congresso após meses de atraso. A Câmara dos Representantes aprovou o texto por 262 votos a 159 na quarta-feira (16), depois de o Senado aprovar a proposta por 86 a 11 em agosto.
Nova legislação mira os setores de energia e defesa da Rússia, além de autoridades, instituições financeiras e empresas estrangeiras que apoiem as estruturas militares de Moscou ou ajudem a contornar as sanções existentes. O texto também amplia as medidas contra a chamada “frota fantasma”, formada por navios utilizados para transportar petróleo e outros produtos russos fora do alcance de restrições ocidentais.
Entre os principais mecanismos está a autorização para que Trump imponha tarifas de até 100% sobre produtos de países classificados como grandes compradores de petróleo ou gás russos ou como facilitadores da evasão de sanções. A legislação prevê como referência os cinco maiores importadores de energia russa e determina que a lista seja reavaliada a cada 180 dias.
China e Índia estão entre os países que podem ser afetados, mas a assinatura da lei não significa que tarifas de 100% tenham sido aplicadas a essas economias.
O texto concede ao presidente a autoridade para adotar as medidas dentro das condições estabelecidas pela legislação. Trump também poderá conceder exceções em determinadas circunstâncias.
A aprovação ocorre enquanto Washington tenta retomar uma via diplomática para encerrar a guerra entre Rússia e Ucrânia. Ao mesmo tempo, os ataques russos contra o território ucraniano continuam.
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Siga o Times | CNBCO presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, comemorou a aprovação da legislação e agradeceu aos parlamentares americanos. Em publicação na rede X, afirmou que as sanções devem ser fortes para apoiar os esforços diplomáticos conduzidos por Estados Unidos, Europa e outros aliados.
A China afirmou que reserva o direito de adotar medidas para proteger sua soberania, seus interesses de desenvolvimento e os direitos de empresas chinesas. A Índia, por sua vez, declarou que continuará comprando petróleo por meio de fontes diversificadas.
A legislação também amplia medidas relacionadas ao Irã e estende determinadas sanções contra o país até 2031. A inclusão das medidas sobre Teerã fez parte das negociações que levaram o governo Trump a apoiar o texto.
A proposta enfrentou resistência de parte dos democratas, principalmente pela ampliação dos poderes presidenciais sobre tarifas.
Embora o pacote tenha recebido apoio bipartidário, parlamentares contrários ao texto argumentaram que a nova autoridade comercial poderia atingir parceiros dos Estados Unidos e aumentar os custos para a economia americana.
A legislação havia permanecido parada por meses enquanto Trump defendia manter maior controle sobre decisões envolvendo sanções e tarifas.
Com a assinatura, o governo americano passa a contar com uma nova base legal para ampliar a pressão econômica sobre Moscou e, potencialmente, sobre países que mantêm relações comerciais com o setor energético russo.
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