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Cartas de Pokémon de US$ 100 milhões? Conheça o colecionador que investe em ativos alternativos

Publicado 19/09/2026 • 06:15 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Treasure Trove paga US$ 2 milhões por revista da Marvel com a primeira aparição do Homem de Ferro.
  • Empresa aposta em colecionáveis como ativos alternativos e estima que carta rara de Pokémon possa chegar a US$ 100 milhões.
  • Estratégia inclui quadrinhos, fósseis e documentos históricos raros, com planos de parceria com museus.

Reprodução: Instagram

Uma carta de Pokémon vendida por US$ 16,5 milhões (R$ 84,48 milhões) colocou o investidor AJ Scaramucci no radar do mercado de colecionáveis.

Filho do investidor e ex-diretor de comunicação da Casa Branca de Donald Trump, Anthony Scaramucci, ele agora amplia a aposta nesse mercado com a Treasure Trove, empresa criada para adquirir o que chama de “ativos alternativos”.

A nova compra foi uma revista da Marvel que apresentou o Homem de Ferro pela primeira vez. A Treasure Trove desembolsou US$ 2 milhões (R$ 10,24 milhões) por um exemplar de Tales of Suspense nº 39, publicado em 1963. O negócio foi revelado com exclusividade pelo The Hollywood Reporter.

A edição é considerada excepcionalmente rara. Trata-se do único exemplar conhecido com nota 9.8, classificação quase perfeita, atribuída pela Certify Guarantee Company (CGC). Com isso, a revista se junta a Amazing Fantasy nº 15, primeira aparição do Homem-Aranha, e Fantastic Four nº 1 como os únicos quadrinhos da Era de Prata a alcançar esse nível de avaliação.

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Colecionáveis como ativos

Scaramucci entrou no universo dos colecionáveis durante a pandemia de Covid-19 e diz enxergar esses objetos de maneira semelhante aos investimentos que faz em ouro e Bitcoin. A estratégia, porém, incomoda parte dos colecionadores tradicionais, que o acusam de especular com os preços e alimentar uma “febre das tulipas” no mercado de cards e quadrinhos.

O investidor discorda. Para ele, itens como uma HQ ou um card de Pikachu podem ser tratados como obras de arte e têm potencial para alcançar valores muito superiores aos atuais.

A Treasure Trove aposta que o Pikachu Illustrator com nota PSA 10, adquirido por US$ 16,5 milhões, poderá chegar a US$ 100 milhões (R$ 512 milhões). Segundo Scaramucci, a franquia Pokémon movimentou US$ 288 bilhões (R$ 1,47 trilhão) em 30 anos e teve cerca de 85 bilhões de cards impressos no período.

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No caso do Homem de Ferro, a empresa considera que o preço pago também foi baixo diante do tamanho da franquia. O Universo Cinematográfico Marvel acumulou quase US$ 35 bilhões (R$ 179,2 bilhões) em bilheteria, enquanto o atual recorde de venda de um quadrinho é de US$ 15 milhões (R$ 76,8 milhões), por Action Comics nº 1, com classificação CGC 9.0.

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Estratégia vai além dos leilões

A HQ do Homem de Ferro havia sido vendida por US$ 840 mil (R$ 4,3 milhões) dois anos antes. A Treasure Trove comprou a peça diretamente de um colecionador, em uma transação totalmente em dinheiro. Scaramucci afirma já ter recebido ofertas superiores aos US$ 2 milhões, mas diz não ter interesse em vender.

A empresa pretende formar uma espécie de “reserva de valor cultural”, procurando ativos que possam permanecer relevantes por décadas ou gerações. Para isso, Scaramucci montou um conselho com nomes como Ken Goldin, da Goldin, e Jim Halperin e Steve Ivy, cofundadores da Heritage Auctions, além do executivo e colecionador de brinquedos Jeremy Padawer.

A Treasure Trove também pretende estabelecer parcerias com museus para expor os itens adquiridos, em vez de mantê-los permanentemente em cofres ou coleções privadas.

Entre os próximos alvos estão fósseis de T-Rex, Triceratops e Estegossauro, além de manuscritos históricos americanos, como a Proclamação da Emancipação, a Declaração de Independência, a Declaração de Direitos e a Constituição dos Estados Unidos. Segundo Scaramucci, esses documentos estão entre os itens mais raros e difíceis de autenticar que a empresa pretende buscar.

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