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Visita de Trump à Turquia ocorre em meio ao aumento das investidas russas contra aliados da OTAN
Publicado 07/07/2026 • 07:26 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 07/07/2026 • 07:26 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: AFP
O presidente Donald Trump desembarca nesta terça-feira em Ancara para participar da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), em um momento em que a aliança enfrenta forte pressão: de um lado, a agressão militar contínua da Rússia contra a Ucrânia; de outro, a cobrança cada vez mais incisiva dos Estados Unidos para que os países-membros acelerem o aumento dos gastos em defesa.
Esses desafios se somam a polêmicas ainda não resolvidas, como a campanha norte-americana contra o Irã e a tentativa frustrada de Washington de assumir controle sobre a Groenlândia, território da Dinamarca — também integrante da OTAN. Em todos esses temas, Trump é peça central.
Michael O’Hanlon, analista do Brookings Institution, resumiu o clima de expectativa: “Há tantos pontos em que isso pode dar errado”. Para ele, um resultado positivo seria ver a OTAN avançar na divisão do fardo militar e encontrar novas formas de pressionar Vladimir Putin.
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, já havia sinalizado em maio que a meta é transformar compromissos em resultados concretos. Mas paira o risco de impasse, já que Trump frequentemente critica a aliança — inclusive pela recusa de países em apoiar os EUA na proteção do estratégico Estreito de Hormuz durante a campanha contra o Irã.
Segundo a Casa Branca, Trump chega à Turquia na tarde de terça-feira e será recebido pelo presidente Recep Tayyip Erdogan. Após cerimônia oficial, os dois terão reunião bilateral, seguida de jantar com líderes da OTAN.
Na quarta-feira, haverá a tradicional “foto de família”, uma sessão de trabalho e encontros bilaterais com Volodymyr Zelenskyy e o presidente sírio Ahmed Hussein al-Sharaa. Trump encerra a agenda com coletiva de imprensa antes de retornar a Washington.
No domingo, Moscou lançou dezenas de mísseis e centenas de drones contra Kiev, matando ao menos 11 pessoas e ferindo dezenas. Os ataques, às vésperas da cúpula, reforçam a guerra como prioridade absoluta para os 32 países da aliança, que já classificaram o conflito como “a maior ameaça à segurança euro-atlântica em décadas”.
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Siga o Times | CNBCUm dia antes, Trump e Putin tiveram uma ligação de 90 minutos descrita pelo Kremlin como “construtiva”. Trump afirmou que Rússia e EUA poderiam explorar “potencial colossal de cooperação” após o fim da guerra, enquanto Putin pintou um quadro otimista da ofensiva russa.
Zelenskyy, por sua vez, reforçou a urgência de mais ajuda militar: “Os Estados Unidos e a Europa têm força suficiente para deter esse terror”. Ele espera sair da cúpula com compromissos concretos para fortalecer as defesas aéreas da Ucrânia.
Trump, que já elogiou Putin e teve atritos com Zelenskyy, insiste que ambos querem encerrar o conflito: “Putin quer que acabe, Zelenskyy também. Vamos discutir na OTAN e acredito que vamos conseguir”.
O’Hanlon, contudo, foi cético: “Não há evidências de que Putin esteja mais próximo de um acordo. Espero que Trump esteja certo, mas ainda não vi provas”.
Leia também: “OTAN 3.0”: promessas de aumento dos gastos com defesa enfrentam o teste de Trump
No ano passado, os países da OTAN concordaram em elevar os investimentos em defesa de 2% para 5% do PIB até 2035. A administração Trump, porém, exige que a meta seja atingida o quanto antes.
“O objetivo é que a Europa assuma a defesa convencional do continente”, disse Matthew Whitaker, embaixador dos EUA na OTAN. “Não vamos sair, mas faremos menos.”
Autoridades americanas antecipam anúncios bilionários durante a cúpula em Ancara.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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