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Reino Unido avalia mudar regras para dar mais espaço à mídia pública nas plataformas
Publicado 07/07/2026 • 01:00 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 07/07/2026 • 01:00 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
O governo do Reino Unido abriu uma consulta pública para discutir mudanças na regulamentação da mídia que podem alterar o funcionamento de plataformas como YouTube e TikTok, com o objetivo de ampliar a visibilidade de conteúdos produzidos por emissoras públicas e outros veículos considerados confiáveis.
A proposta faz parte do documento “Watch this space: a new strategic direction for UK media”, que defende uma atualização das regras diante da migração do consumo de vídeo da televisão tradicional para os serviços digitais. Segundo o governo, “surgiu um desequilíbrio regulatório significativo entre as emissoras tradicionais, que seguem padrões rigorosos, e os provedores de conteúdo mais novos e menos regulamentados“.
Entre as alternativas em análise está a criação de mecanismos que obriguem plataformas digitais a facilitar o acesso a conteúdos jornalísticos de interesse público, dando maior destaque a emissoras como BBC, ITV e Channel 4, especialmente durante eventos de grande repercussão, como eleições e desastres naturais.
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A avaliação do governo é que os algoritmos das grandes empresas de tecnologia passaram a exercer papel decisivo na distribuição das informações consumidas pela população, concentrando esse poder nas plataformas.
O documento destaca que o YouTube já é o serviço de vídeo mais assistido por crianças de 4 a 15 anos, respondendo por 28% do tempo de exibição nessa faixa etária.
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Siga o Times | CNBCEntre jovens de 16 a 24 anos, plataformas de streaming e redes sociais concentram 74% do consumo de vídeo, percentual que chega a 69% entre pessoas de 25 a 34 anos.
Segundo o governo britânico, esse movimento reforça a necessidade de atualizar a regulamentação para acompanhar a mudança nos hábitos de consumo.
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De acordo com o site Dexerto, o YouTube começou a alertar criadores de conteúdo sobre os possíveis impactos da proposta e lançou a campanha #KeepYouTubeYours.
A plataforma argumenta que uma eventual priorização de conteúdos produzidos por emissoras tradicionais pode reduzir o alcance de canais independentes ao alterar o funcionamento das recomendações personalizadas.
O governo britânico informou que ainda não tomou uma decisão sobre a proposta e continuará recebendo contribuições de cidadãos, empresas e criadores de conteúdo até 31 de agosto, antes de definir os próximos passos.
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