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Xi Jinping pede a Trump relação “sem conflito” e cobra cautela sobre Taiwan
Publicado 24/09/2026 • 18:27 | Atualizado há 34 minutos
China confirma primeiras negociações sobre IA com os EUA e sinaliza extensão da trégua comercial
Rendimento do Treasury de 30 anos atinge maior nível desde 2004
Trégua comercial entre EUA e China foi prorrogada por dois meses, afirma Bessent, enquanto Xi inicia visita de Estado
OpenAI e Anthropic defendem ação internacional sobre riscos da IA em meio a divergência com Trump
Irã diz que ameaças de Trump são sinal de ‘desespero estratégico’ e apresenta condições para reabertura de Ormuz
Publicado 24/09/2026 • 18:27 | Atualizado há 34 minutos
KEY POINTS
Margo Martin / Casa Branca
O presidente da China, Xi Jinping, defendeu nesta quinta-feira (24) uma relação “sem conflito nem confronto” com os Estados Unidos, durante uma visita de Estado marcada por uma recepção de gala organizada pelo presidente americano, Donald Trump, na Casa Branca.
Enquanto Trump destacou ter construído uma relação de “grande amizade” com o líder chinês, Xi adotou um tom mais contido e defendeu mecanismos para reduzir riscos de crises entre as duas potências.
“Nossas duas Forças Armadas devem manter um diálogo regular e melhorar os mecanismos de comunicação e prevenção de crises”, afirmou Xi à imprensa.
A visita ocorre enquanto Estados Unidos e China mantêm uma trégua na disputa comercial desencadeada pelas tarifas impostas por Trump. Pequim havia respondido com suas próprias taxas antes de os dois países suspenderem a escalada tarifária.
Durante o encontro na Casa Branca, Xi também pediu que Washington e Teerã resolvam suas divergências “o mais rápido possível” por meio de negociações, segundo declarações divulgadas pela agência estatal chinesa Xinhua.
A China é aliada do Irã e vem enfrentando os efeitos econômicos da guerra no Oriente Médio, que provocou uma disparada nos preços dos combustíveis.
Xi também abordou Taiwan, um dos principais pontos de tensão na relação bilateral, e pediu aos Estados Unidos que ajam com “prudência” em relação à independência da ilha.
A China reivindica Taiwan como parte de seu território. Os Estados Unidos, por sua vez, fornecem apoio militar à ilha, embora não a reconheçam como Estado soberano.
A inteligência artificial também ocupou espaço relevante na agenda. Xi afirmou que China e Estados Unidos têm “a capacidade e a responsabilidade” de desenvolver a tecnologia sob “controle humano”.
Trump classificou inteligência artificial, segurança e tecnologia como “temas urgentes” durante a recepção ao presidente chinês.
Pouco antes do encontro, porém, o americano havia reiterado nas redes sociais sua resistência à ampliação da regulamentação do setor. “Quero deixá-la exatamente onde está”, escreveu Trump ao tratar das regras para inteligência artificial.
“As decisões que tomarmos hoje nesses campos podem promover paz e prosperidade por décadas e décadas”, acrescentou o presidente americano.
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Siga o Times | CNBCTrump busca preservar o que considera ser a vantagem dos Estados Unidos no desenvolvimento da IA e se opõe ao pedido de líderes de grandes empresas do setor, como Anthropic e OpenAI, por um marco regulatório diante da rápida evolução da tecnologia.
Executivos dessas empresas foram convidados para o jantar de gala oferecido a Xi na noite desta quinta-feira.
Onze anos depois de sua primeira visita de Estado a Washington, Xi e a primeira-dama chinesa, Peng Liyuan, foram recebidos por Trump e Melania Trump com tapete vermelho e banda militar.
A programação incluiu músicos vestidos com trajes de época, apresentações militares e um sobrevoo de aviões de combate.
Trump também levou Xi para conhecer a grande plataforma para helicópteros que mandou instalar na Casa Branca. “Xi é especialista em pedra, entre muitas outras coisas, e adora um bom granito”, disse o presidente americano à imprensa ao lado do líder chinês.
Sem responder a perguntas sobre Irã ou Taiwan, Trump afirmou apenas que a reunião com Xi havia transcorrido “muito bem”.
A visita acontece a poucas semanas das eleições legislativas americanas, em um momento em que eleitores demonstram insatisfação com os efeitos econômicos da guerra no Oriente Médio e criticam Trump pelas dificuldades relacionadas ao custo de vida.
No campo econômico, Washington e Pequim continuam sob uma trégua após a escalada tarifária entre as duas maiores economias do mundo.
A suspensão da disputa foi prorrogada por mais dois meses, até 10 de janeiro, segundo anúncio feito pelo secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, na quarta-feira (23), após a chegada de Xi.
A visita do presidente chinês termina na manhã de sexta-feira (25), com um chá entre os dois casais presidenciais e uma visita aos Arquivos Nacionais, onde está preservada a Declaração de Independência dos Estados Unidos.
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