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Anthropic fecha acordo de US$ 1,5 bilhão e beneficia editora responsável por Harry Potter

Publicado 24/07/2026 • 08:40 | Atualizado há 3 semanas

KEY POINTS

  • A disputa entre criadores de conteúdo e empresas de inteligência artificial ganhou um novo capítulo após a aprovação de um acordo bilionário envolvendo a Anthropic.
  • A startup de I.A fechou um acordo de US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 8,5 bilhões) para compensar autores.
  • Entre as beneficiárias do acordo está a Bloomsbury Publishing, editora britânica conhecida por publicar a série Harry Potter. A
Anthropic fecha acordo de US$ 1,5 bilhão e beneficia editora responsável por Harry Potter

Foto: Divulgação

Anthropic fecha acordo de US$ 1,5 bilhão e beneficia editora responsável por Harry Potter

A disputa entre criadores de conteúdo e empresas de inteligência artificial ganhou um novo capítulo após a aprovação de um acordo bilionário envolvendo a Anthropic.

A startup de I.A fechou um acordo de US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 8,5 bilhões) para compensar autores. As obras desses escritores serviram de base para o treinamento de seus sistemas, incluindo os modelos responsáveis pelos chatbots Claude.

Entre as beneficiárias do acordo está a Bloomsbury Publishing, editora britânica conhecida por publicar a série Harry Potter. Além disso, a companhia informou que possui 14.087 títulos incluídos no processo e estima receber uma compensação média de aproximadamente US$ 3 mil por obra, segundo o The Guardian.

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Com isso, a editora estima que o pagamento total, após descontos relacionados a custos jurídicos e outras despesas, fique próximo de US$ 19 milhões (cerca de £14 milhões). O valor será dividido entre a Bloomsbury e os autores afetados pela utilização dos livros.

A empresa deve receber os recursos em parcelas ao longo do atual ano fiscal, sendo que os primeiros pagamentos podem ocorrer ainda no segundo semestre. Além disso, o catálogo da editora reúne nomes de destaque da literatura, como J.K. Rowling, autora de Harry Potter, Sarah J. Maas e Susanna Clarke.

Acordo da Anthropic marca um dos maiores conflitos envolvendo I.A e criação artística

Além disso, o caso representa um dos primeiros grandes acordos judiciais envolvendo direitos autorais e inteligência artificial nos Estados Unidos. A decisão acontece em um cenário de crescente disputa, com uma série de processos movidos por escritores, editoras e veículos de comunicação contra empresas de tecnologia.

Nos últimos anos, o avanço da I.A generativa ampliou o debate sobre o uso de conteúdos protegidos. O tema envolve o treinamento de modelos capazes de produzir textos, imagens e outros materiais.

Atualmente, ferramentas como o Claude, da Anthropic, utilizam grandes volumes de dados durante seu desenvolvimento, incluindo informações disponíveis na internet e obras protegidas por direitos autorais. Com isso, o uso desses conteúdos passou a ser um dos principais pontos de debate entre empresas de inteligência artificial e criadores.

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Segundo empresas do setor, a legislação americana pode permitir esse tipo de utilização por meio da doutrina do uso justo. A regra autoriza o uso de materiais protegidos em determinadas circunstâncias, sem exigir uma autorização prévia dos proprietários.

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Entretanto, autores e profissionais criativos defendem uma posição diferente. Para eles, companhias de inteligência artificial deveriam obter autorização antes de usar livros, artigos e outros trabalhos ou estabelecer mecanismos de pagamento aos responsáveis pelas obras.

Processo reuniu quase meio milhão de obras

A ação contra a Anthropic começou em 2024, após a escritora Andrea Bartz e outros dois autores questionarem o uso de livros. O grupo contestou a utilização dessas obras no desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial.

Ao todo, o processo envolveu cerca de 482 mil obras. Além disso, aproximadamente 91% dos títulos receberam reivindicações de seus respectivos autores ou detentores de direitos. Esse movimento contribuiu para o avanço das negociações e para a construção do acordo final.

A juíza distrital dos Estados Unidos Araceli Martínez-Olguín afirmou que a compensação representa um “alívio significativo” para escritores e editoras atingidos pela utilização de seus trabalhos.

Além disso, Justin Nelson, advogado principal dos autores envolvidos no processo contra a Anthropic, classificou o resultado como “a maior recuperação de direitos autorais da história”.

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