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Pixar e National Geographic são afetadas por nova onda de demissões na Disney

CNBCParques foram uma “grande surpresa” no último trimestre e que empresa tem “clareza e estabilidade”, diz CEO da Disney

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Parques foram uma “grande surpresa” no último trimestre e que empresa tem “clareza e estabilidade”, diz CEO da Disney

Publicado 14/08/2026 • 14:30 | Atualizado há 9 minutos

KEY POINTS

  • O CEO da Disney, Josh D’Amaro, conversou com Julia Boorstin, da CNBC, nesta sexta-feira.
  • D’Amaro assumiu o comando da tradicional companhia de mídia e parques temáticos em março, após um período de incerteza na liderança e de reestruturação da empresa.
  • D’Amaro afirmou que sua estratégia para manter o crescimento da Disney está concentrada em storytelling, propriedade intelectual e tecnologia.
Pixar e National Geographic são afetadas por nova onda de demissões na Disney

Foto: unsplash

O CEO da The Walt Disney Company, Josh D’Amaro, afirmou à CNBC nesta sexta-feira (14) que a divisão de parques da companhia foi uma “grande surpresa” no último trimestre e disse estar confiante sobre a trajetória da empresa nos primeiros meses de sua gestão à frente do gigante de mídia.

“Estamos entregando tudo o que dissemos que entregaríamos. Acho que existe clareza dentro da organização sobre para onde precisamos ir em seguida. Há muita estabilidade na equipe. Então, quase seis meses depois, estou me sentindo muito bem em relação a onde estamos”, disse D’Amaro.

D’Amaro assumiu o cargo de CEO da Disney em março, sucedendo Bob Iger após uma disputa de sucessão acompanhada de perto pelo mercado e depois de um período de reestruturação da companhia.

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O executivo, que está há anos na Disney, ocupava anteriormente o cargo de presidente da Disney Experiences, divisão que inclui os parques temáticos, as linhas de cruzeiros e os produtos de consumo — segmento que responde por uma parcela importante da rentabilidade da companhia.

Desde que assumiu o principal cargo da empresa, D’Amaro tem como algumas de suas principais tarefas manter o ritmo de crescimento das áreas consideradas estratégicas para a Disney, especialmente parques temáticos e streaming. Esses negócios estão entre os principais focos dos investidores e, nos últimos trimestres, a companhia teve uma recepção mista em Wall Street.

Na semana passada, a Disney divulgou os resultados do trimestre, que mais uma vez destacaram o desempenho dessas divisões. O mercado reagiu positivamente ao crescimento dos parques temáticos, apesar do aumento das incertezas macroeconômicas para os consumidores.

D’Amaro também afirmou que a empresa está avaliando a possibilidade de oferecer um serviço de streaming gratuito financiado por publicidade, como forma de atrair mais espectadores para o Disney+, principal plataforma de streaming da companhia.

O CEO já havia afirmado anteriormente que sua estratégia inclui investimentos em propriedade intelectual. Ele costuma destacar o storytelling e a área criativa da Disney, além da necessidade de incorporar tecnologia para impulsionar a companhia como um todo.

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Cortes de custos e pressão política

Os primeiros meses de D’Amaro no comando da Disney, no entanto, não foram livres de turbulências.

A mais recente rodada de cortes de custos começou poucas semanas depois de sua chegada ao cargo. Uma primeira leva de demissões atingiu quase 1.000 funcionários. Mais recentemente, a companhia teria cortado centenas de postos de trabalho nas divisões ESPN, Pixar e National Geographic.

O CEO também enfrenta crescente pressão e escrutínio político, especialmente em relação à ABC. A emissora tem sido alvo de críticas do governo Trump e do presidente da Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC), Brendan Carr, por programas como “Jimmy Kimmel Live!” e “The View”.

A FCC também abriu uma revisão antecipada das licenças de transmissão da Disney, após questionamentos relacionados às políticas de diversidade, equidade e inclusão da empresa.

A Disney reagiu às iniciativas da agência durante o processo de renovação das licenças, classificando a medida como uma ordem “ilegal, arbitrária e inconstitucional”.

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