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Profissionalização e tecnologia ampliam mercado das artes marciais no Brasil, avalia Leandro Longo
Publicado 24/08/2026 • 14:45 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 24/08/2026 • 14:45 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A profissionalização das academias e o avanço de tecnologias aplicadas aos equipamentos ajudam a ampliar o mercado das artes marciais no Brasil, avaliou Leandro Longo, CEO da Maximum Boxing, em entrevista ao Times CNBC Sports, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Segundo Longo, a modalidade passou por uma mudança de percepção nos últimos anos. Se antes muitas pessoas associavam a prática principalmente à competição ou à defesa pessoal, hoje as academias atraem também públicos interessados em saúde, bem-estar, condicionamento físico, autoestima e convivência.
“Hoje a academia é um local totalmente amistoso, um local em que as pessoas criam comunidade, criam amizade entre elas”, afirmou.
Longo afirma que essa transformação começou antes da pandemia, mas ganhou força com o aumento da preocupação das pessoas com a saúde e a qualidade de vida.
Professores e gestores passaram a perceber, segundo ele, que a forma como o serviço era oferecido também precisava mudar para atrair novos praticantes.
O receio de lesões ou de entrar em um ambiente considerado agressivo funcionava como uma barreira para parte do público. A resposta, na avaliação do executivo, foi a profissionalização das equipes e a criação de espaços mais acolhedores para iniciantes.
Esse movimento ajudou a ampliar o público para além dos atletas interessados em competição.
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A evolução dos equipamentos também teve papel importante nesse processo.
Longo afirma que luvas, proteções e outros acessórios com maior capacidade de absorção de impacto tornam os treinos mais seguros e confortáveis, especialmente para quem está começando.
“Toda essa tecnologia envolvida em proteção, em melhorar a qualidade dos equipamentos, acaba trazendo mais praticantes para dentro da academia”, disse.
Para o executivo, reduzir o medo de machucar punhos, mãos ou pernas facilita a entrada de pessoas que antes poderiam desistir depois das primeiras experiências com a modalidade.
O avanço das artes marciais também tem sido acompanhado de uma maior presença de mulheres nas academias.
Longo associa esse movimento a fatores como a saúde, o bem-estar, a autoestima e o condicionamento físico. Ele também afirma que, para parte desse público, aprender técnicas de defesa pode trazer maior sensação de segurança em situações de violência.
Na percepção dele, o público feminino já é ligeiramente maior do que o masculino.
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Siga o Times | CNBC“Hoje eu acho que o público feminino está um pouco maior ainda do que o masculino”, afirmou.
Longo ressalta que a proposta da arte marcial não é incentivar confrontos, mas preparar o praticante para reagir em uma situação extrema em que não haja outra alternativa.
O perfil dos praticantes também se tornou mais amplo, segundo o CEO da Maximum Boxing.
Hoje, as academias recebem desde crianças até idosos, com objetivos que incluem emagrecimento, ganho de força, melhora da autoestima e do condicionamento físico.
Entre as modalidades oferecidas pela empresa, Longo aponta o muay thai como a mais procurada, especialmente entre as mulheres.
O boxe também tem ganhado espaço, impulsionado, segundo ele, pela criação de comunidades em torno da modalidade e por eventos que ajudam a ampliar o interesse do público.
Jiu-jítsu, muay thai e boxe ainda têm, na avaliação de Longo, espaço significativo para crescer no país.
Outro fator que favorece esse crescimento é a maior presença de academias nas cidades.
Longo lembra que, quando começou a praticar artes marciais, precisava se deslocar até uma academia especializada. Hoje, segundo ele, esses espaços estão presentes em um número muito maior de bairros.
A maior capilaridade reduz uma das barreiras que historicamente afastavam parte do público: a distância e a dificuldade de conciliar o deslocamento com a rotina.
Na avaliação do executivo, essa expansão acompanha o crescimento mais amplo do mercado de bem-estar e fitness no Brasil.
Longo afirma que a profissionalização também mudou a forma como professores e gestores enxergam as artes marciais.
“Cada vez mais eles estão entendendo que isso é um negócio e que realmente é um negócio rentável e de futuro no Brasil”, afirmou.
Para ele, a combinação entre profissionalização, expansão das academias e maior procura por bem-estar sustenta uma perspectiva positiva para o setor nos próximos anos.
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