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Quem foi Tom Clancy? Criador de Jack Ryan, que “previu” conflito com a Venezuela
Publicado 05/01/2026 • 17:33 | Atualizado há 2 dias
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Publicado 05/01/2026 • 17:33 | Atualizado há 2 dias
KEY POINTS
Foto: reprodução Prime Video / The New York Times
Quem foi Tom Clancy; escritor da série ‘Jack Ryan’ previu um conflito com a Venezuela?
Lançada em 2018 e encerrada em 2023, a série Jack Ryan, produzida pela Amazon Prime Video, reacendeu o interesse global pela obra de Tom Clancy ao levar para a TV, em diferentes cenários do mundo, um thriller político marcado por espionagem, terrorismo e disputas de poder.
A produção ganhou novo fôlego recentemente após viralizar um trecho nas redes sociais, onde a série parece ter “previsto” o atual embate na Venezuela envolvendo Nicolás Maduro e Donald Trump, chamando a atenção de uma geração que talvez conheça o nome Tom Clancy mais pelos games do que pelos livros. A série ajuda a explicar por que, décadas depois de sua criação, o personagem e o autor continuam relevantes.
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Tom Clancy foi um escritor norte-americano que transformou conhecimento técnico e interesse por geopolítica em um dos universos mais influentes da ficção contemporânea.
Antes da fama, trabalhava como corretor de seguros em Maryland e nutria um interesse profundo por história naval e assuntos militares.
Formado em Literatura Inglesa pela Loyola College, em Baltimore, realizou o sonho de estrear na ficção com A Caçada ao Outubro Vermelho, romance que ganhou projeção imediata, impulsionado pela recepção crítica e pela repercussão política nos Estados Unidos.
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A partir desse sucesso, Clancy construiu uma carreira marcada por narrativas que combinavam precisão técnica, tensão internacional e tramas complexas, tornando-se referência no thriller político e militar.
Autor de diversos best-sellers ao longo de décadas, ele consolidou um estilo próprio ao explorar riscos globais e disputas de poder com ritmo e verossimilhança.
Tom Clancy morreu em outubro de 2013, deixando um legado que segue presente na literatura, no cinema, na televisão e nos videogames, informações segundo o portal Tom Clancy.
Na série, disponível na Prime Video, Jack Ryan deixa de ser apenas um analista de dados da CIA para se tornar peça-chave em operações internacionais de alto risco.
A narrativa acompanha sua saída da mesa de escritório para o campo, a partir da identificação de movimentações financeiras suspeitas que levam a uma rede terrorista global.
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A trama percorre Europa, Oriente Médio e América do Sul, mantendo o tom realista e político que consagrou os livros.
A quarta e última temporada aprofunda esse caminho ao colocar Ryan em sua posição mais delicada. Como vice-diretor interino da CIA, ele passa a investigar corrupção dentro da própria agência e descobre a ligação entre um cartel de drogas e uma organização terrorista.
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O conflito deixa de ser apenas externo e passa a atingir o sistema que o personagem sempre defendeu, reforçando o dilema central da obra de Clancy, quem vigia os vigilantes.
Um trecho da série que circulou amplamente nas redes sociais nos últimos dias ajudou a recolocar Jack Ryan no debate público.
Uma cena ambientada em sala de aula, na qual um professor propõe aos alunos uma reflexão sobre possíveis ameaças globais.
Questionados sobre quais países representariam risco à estabilidade mundial, os estudantes citam prontamente potências tradicionais como Rússia, China e Coreia do Norte.
Quando o nome da Venezuela é mencionado, porém, a sala permanece em silêncio, sem que ninguém aponte o país como uma ameaça relevante.
É nesse momento que o professor conduz a discussão para além do senso comum e chama atenção para o peso estratégico dos recursos naturais e explica que a Venezuela concentra uma das maiores reservas de petróleo do mundo, além de possuir grandes volumes de minerais e ouro, em uma dimensão que supera, segundo a cena, a produção de extensas regiões mineradoras do planeta.
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Na sequência, o professor descreve um país submetido a um líder autoritário que teria provocado o colapso econômico, reduzindo a economia à metade, elevando os índices de pobreza de forma exponencial e sustentando-se politicamente a partir de um discurso nacionalista.
Na narrativa da série, esse governante aparece sob o nome fictício de Nicholas Reyes, sem qualquer citação direta a Nicolás Maduro. A oposição é representada por Gloria Benaldi, personagem feminina que simboliza a resistência interna ao regime.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, teria sido detido pelo governo dos Estados Unidos neste sábado (3), segundo anúncio feito pelo presidente norte-americano, Donald Trump. De acordo com a declaração, não foram divulgadas informações sobre o local para onde Maduro teria sido levado.
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Ao justificar a ação, Trump citou uma combinação de motivos estratégicos e políticos. Entre eles, destacou o fato de a Venezuela concentrar uma das maiores reservas de petróleo do mundo.
Segundo o presidente dos EUA, o país sul-americano não explora adequadamente esse potencial, situação que ele afirmou pretender reverter, segundo a reportagem publicada pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Além da questão energética, Trump acusou Nicolás Maduro de comandar uma política de violência e repressão interna e de permitir a atuação de gangues que, segundo ele, estariam envolvidas em ações para “aterrorizar” a população norte-americana.
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Os acontecimentos recentes envolvendo a Venezuela retomam pontos centrais abordados na série Jack Ryan, baseada na obra de Tom Clancy, que retrata disputas por recursos estratégicos e intervenções internacionais.
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