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Para o Banco Central, a liquidação do Master não ameaça a estabilidade do sistema financeiro
Publicado 19/11/2025 • 19:18 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 19/11/2025 • 19:18 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O Comitê de Estabilidade Financeira (Comef), do Banco Central, concluiu que a liquidação extrajudicial das instituições do conglomerado Master não representa risco para o funcionamento do sistema financeiro. A avaliação foi divulgada nesta quarta-feira (19), após a reunião do colegiado que também aconteceu na terça-feira (18).
No encontro, o Comef decidiu manter o Adicional Contracíclico de Capital Principal (ACCP Brasil) em 0%, porcentual que determina a reserva de capital que os bancos devem formar em períodos de expansão do crédito. Essa reserva funciona como proteção extra para momentos de estresse no mercado.
O Comitê explicou que o conglomerado Master é considerado de pequeno porte, com atuação diversificada e enquadrado no Segmento 3 da regulação prudencial — grupo que não inclui as maiores instituições do país. Segundo o colegiado, o conglomerado corresponde a 0,57% dos ativos e 0,55% das captações do Sistema Financeiro Nacional (SFN), proporções que não oferecem risco sistêmico.
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O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, do Banco Master de Investimento, do Letsbank e da Master Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários. O Banco Master Múltiplo passou a operar sob Regime Especial de Administração Temporária (RAET).
Além da análise sobre o caso Master, o Comef avaliou que o sistema financeiro segue preparado para enfrentar eventuais deteriorações do crédito. As instituições continuam apresentando níveis adequados de capital, liquidez e provisões, apoiadas também pela baixa exposição ao câmbio e pela reduzida dependência de recursos externos.
O colegiado ressaltou que o crédito tem avançado em ritmo mais lento, acompanhando a desaceleração da atividade econômica. Mesmo assim, o crescimento permanece acima da média histórica, o que exige atenção adicional na concessão de empréstimos, especialmente em um cenário de juros altos, inadimplência elevada e maior comprometimento de renda de famílias e empresas.
No cenário internacional, o Comef informou que segue monitorando as condições financeiras globais, com foco nas políticas monetária e fiscal das economias avançadas, nas mudanças nas políticas comerciais, na reprecificação de ativos e nos desdobramentos geopolíticos.
A ata da reunião será divulgada em 26 de novembro. A próxima reunião ordinária está marcada para os dias 3 e 4 de março de 2026.
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