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Por Nathalia Gimenes
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Publicado 21/04/2026 • 08:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Freepik
As cotas de exportação da China sobre a importação de carne bovina devem afetar diretamente as relações comerciais com o Brasil. O país asiático é um dos principais destinos da proteína brasileira e um dos maiores parceiros comerciais do país, sendo as exportações do setor responsáveis por uma parcela relevante da receita nacional.
Com isso, as novas medidas colocadas pelos chineses devem alterar consideravelmente os envios de bovinos para o país asiático e a organização para evitar taxações.
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As cotas de exportação são limites definidos para a quantidade de um produto que pode ser vendida a um país sem custos adicionais. No caso da carne bovina, a China estabeleceu um volume máximo anual para cada fornecedor.
Para o Brasil, Rodrigo Costa, analista de pecuária da Pine Agronegócios, explicou ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, que esse limite será de cerca de 1,106 milhão de toneladas em 2026, com aumentos graduais para 1,128 milhão em 2027 e 1,154 milhão em 2028.
Esses números ficam abaixo do volume recente exportado, que girava em torno de 1,5 milhão de toneladas por ano, o que já indica um impacto direto no fluxo comercial.
Desta forma, o Brasil agora passa a controlar os volumes para evitar que o peso ultrapasse as medidas impostas pela China. Entretanto, essa preocupação já deve estar em andamento pelo governo brasileiro, já que existem exportações acontecendo durante a implementação das novas medidas.
Além do limite de peso, a China determinou que qualquer volume exportado acima da cota será taxado em 55%, o que reduz consideravelmente a competitividade da carne brasileira, mesmo que ela siga sendo uma das mais baratas do mercado.
A medida chinesa faz parte de uma política de salvaguarda para proteger a produção doméstica diante do aumento de importações. Na prática, isso obriga o Brasil a controlar os embarques ou buscar novos mercados para evitar prejuízos.
Com as novas regras chinesas, a estimativa do setor aponta que o Brasil pode deixar de exportar até 500 mil toneladas de carne bovina para a China já em 2026. Vale lembrar que o país asiático é um dos maiores parceiros comerciais do Brasil.
Esse volume representa uma queda relevante frente ao crescimento recente das vendas externas, o que pode afetar toda a cadeia produtiva nacional. Apesar do cenário atual, o governo brasileiro já estuda medidas para minimizar os impactos das novas regras.
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A preocupação com a situação é maior porque a China concentra uma parcela significativa das exportações brasileiras. Em 2025, o país asiático respondeu por cerca de 50% a 53% dos embarques de carne bovina do Brasil.
Além disso, o setor movimenta bilhões, já que a relação comercial com a China gerou cerca de US$ 8,8 bilhões em receita para o Brasil nesse período. Essa dependência amplia os efeitos de qualquer mudança nas regras, como no caso da adição das cotas de exportação.
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